
A investigação sobre o desaparecimento do cabo José César, da Polícia Militar da Paraíba, continua em andamento após mais de seis meses sem informações sobre o paradeiro do policial. Segundo o superintendente da Polícia Civil, delegado Cristiano Santana, ainda existem análises técnicas pendentes antes da conclusão do inquérito.
Segundo o delegado, dezenas de depoimentos foram colhidos, incluindo relatos de familiares, amigos e colegas de trabalho do cabo. Também foram solicitadas perícias e adotadas medidas judiciais relacionadas à investigação.
“Temos dezenas de depoimentos colhidos, diversas perícias requisitadas, inúmeros pleitos informados ao poder judiciário, representações, medidas de manejo judicial que são fundamentais nesse tipo de investigação dada a complexidade”, afirmou Cristiano Santana.
De acordo com o superintendente, a área onde José César foi visto pela última vez tem poucas câmeras de monitoramento, o que dificulta a apuração. O delegado disse ainda que existem questões técnicas consideradas fundamentais para que os investigadores possam concluir o trabalho.
A Polícia Civil localizou o celular do cabo durante as diligências. O aparelho estava quebrado e foi encaminhado para análise, na expectativa de que conversas ou outros dados ajudassem a esclarecer os últimos passos do policial. Até o momento, não foram divulgadas informações conclusivas sobre o caso.
José César trabalhava no Museu da Polícia Militar, no Centro de João Pessoa. Ele saiu de casa durante a madrugada, após informar à esposa que iria trabalhar, e foi visto por câmeras de segurança deixando a residência. Depois disso, não manteve mais contato com os familiares.
Cristiano Santana afirmou que a imprensa será convocada ao fim das investigações para a apresentação dos detalhes do inquérito policial.
da Redação