Lucas Ribeiro reage a prisões de policiais e afirma que Estado não tolera o crime organizado

O governador da Paraíba, Lucas Ribeiro, declarou no fim da manhã desta terça-feira (2) que a administração estadual mantém uma postura firme e não aceita a interferência de facções criminosas nas instituições públicas. A manifestação ocorreu por meio das redes sociais, em resposta direta ao resultado da Operação Perfidus, ação conjunta da Polícia Civil e do Ministério Público que resultou na prisão de um delegado e dois investigadores suspeitos de desviar entorpecentes e vazar dados sigilosos.

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Em sua publicação, o chefe do Executivo paraibano parabenizou o trabalho das equipes investigativas e afirmou que a desarticulação do esquema reflete o compromisso real do Estado no enfrentamento às organizações criminosas. Lucas Ribeiro enfatizou que a tentativa de infiltração do grupo na estrutura do poder público foi neutralizada, servindo como um demonstrativo de que o governo não se curvará diante de investidas ilícitas e agirá para expurgar desvios de conduta.

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O governador aproveitou o pronunciamento para enviar um aviso direto aos grupos criminosos, assegurando que não haverá qualquer margem de tolerância para a criminalidade no estado durante a sua gestão. Ele garantiu que as forças de segurança pública continuarão contando com autonomia e respaldo do palácio governamental para atuar com rigor no combate às facções, priorizando investimentos em tecnologia, inteligência e no fortalecimento da estrutura policial na Paraíba.

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Entenda o caso
As investigações apontam que o grupo utilizava informações privilegiadas do sistema de segurança para monitorar rotas de entorpecentes e repassar dados sigilosos de veículos e imóveis a uma facção atuante no tráfico de drogas. Além do delegado Braz Morroni, que possui mais de duas décadas de carreira e comandava a Delegacia de Crimes Contra o Patrimônio (DCCPAT), a operação prendeu os agentes Everton Rychelyson da Silva Aires, o “Bomba”, apontado como o articulador que ligava os policiais aos traficantes, e Eduardo Jorge Ferreira do Egito, o “Mão Branca”, suspeito de rastrear cargas e ocultar entorpecentes desviados em sua própria casa.

A Operação Perfídia cumpriu nove mandados de prisão preventiva e 24 ordens de busca e apreensão na capital paraibana, além de obter o bloqueio judicial de R$ 10 milhões pertencentes aos suspeitos. O nome escolhido para a ação faz alusão direta à traição e deslealdade cometida pelos servidores públicos contra o Estado e a sociedade.

Alvos e suspeitos de tráfico presos
Além dos três integrantes da Polícia Civil e do traficante denunciante, a operação prendeu outras pessoas ligadas à facção criminosa, incluindo suspeitos com atuação concentrada na região do Sertão do estado. Confira a lista completa dos alvos detidos na ação:

  • Braz Morroni de Paiva Junior (delegado de polícia);
  • Everton Rychelyson da Silva Aires (agente de polícia, conhecido como “Bomba”);
  • Eduardo Jorge Ferreira do Egito (agente de polícia, conhecido como “Mão Branca”);
  • João Wicttor Alves de Lima;
  • Brendo Roberth Fernandes Sobral;
  • Paulo Ricardo Barbosa de Souza (conhecido como “Galinha”);
  • José Alexandrino de Lira Júnior (conhecido como “Júnior Lira”);
  • Vanessa Dantas Fernandes;
  • Dankennedy Vieira Brito da Silva (conhecido como “Babau”).

As defesas do delegado, dos agentes civis e dos demais citados no inquérito policial não foram encontradas para se posicionar a respeito das medidas administrativas e das prisões.

A Operação Perfidus (Perfídia em latim) significa “traição” ou “deslealdade” e faz referência à conduta atribuída aos investigados.

da Redação

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