
Uma declaração do secretário de Estado da Saúde da Paraíba, Ari Reis, provocou forte repercussão ao criticar duramente a qualificação de parte dos médicos recém-formados no país. Nesta quarta-feira (3), o gestor associou os novos profissionais ao que chamou de modelo de “fast-food de faculdades de medicina”. O titular da pasta apontou a existência de um comodismo no diagnóstico clínico e atribuiu o crescimento acelerado de cursos na área ao aumento desordenado na demanda por exames complexos na rede pública estadual.
A fala surgiu no momento em que o secretário detalhava o panorama das filas para exames de ressonância magnética em território paraibano, que atualmente acumulam cerca de 8 mil solicitações à espera de atendimento. Ari argumentou que a substituição de exames físicos detalhados e anamneses por requisições automatizadas sobrecarrega o sistema de saúde de forma desnecessária, relatando que muitos profissionais encaminham pedidos sem detalhamento técnico adequado para as instâncias de regulação da secretaria.
Diante do cenário de expansão do ensino médico, o chefe da pasta defendeu a criação de um exame de proficiência nacional obrigatório para os egressos da graduação, assemelhando a proposta à avaliação aplicada aos bacharéis em direito. O secretário pontuou que o Estado já implementou avaliações práticas internas antes de validar plantões de recém-contratados no interior e enfatizou que as Unidades Básicas de Saúde (UBS) e Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) não podem ser tratadas como espaços de passagem temporária voltados apenas para a geração de renda imediata por parte dos graduados.
da Redação