
O candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL) chamou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de “irresponsável” após o início do processo que pode levar à aplicação da Lei de Reciprocidade Econômica contra os Estados Unidos, em resposta ao tarifaço imposto pelo governo de Donald Trump, neste sábado (15), durante visita a uma padaria na Barra da Tijuca, na zona oeste do Rio de Janeiro.
Críticas à reação do governo Lula
Na agenda de campanha, Flávio criticou a decisão do governo federal de acionar o mecanismo de reciprocidade na disputa comercial com Washington e afirmou que Lula contribuiu para tensionar a relação com o governo norte-americano.
“Alguém que atirou pedras, provocou (os EUA) a todo o momento, xingou pessoas que são do governo americano, agrediu gratuitamente o governo americano”, disse o presidenciável.
Segundo o candidato do PL, Lula se “apequenou” ao conduzir o processo e estaria colocando interesses eleitorais acima da condução da política externa.
“Está pensando na eleição e não na nossa nação”, sentenciou Flávio.
Como avança o processo na Camex
Paralelamente às críticas, o Ministério das Relações Exteriores notificará o governo dos Estados Unidos e solicitará a abertura de consultas diplomáticas, em linha com o que prevê a Lei de Reciprocidade Econômica.
A Secretaria-Executiva da Câmara de Comércio Exterior (Camex) já compartilhou o pleito com os demais integrantes do Comitê-Executivo de Gestão, que acompanham o caso.
Pelos prazos oficiais, a Secretaria-Executiva da Camex tem até 30 dias, prorrogáveis por mais 30, para preparar um relatório e indicar se a situação se enquadra nas hipóteses previstas na Lei da Reciprocidade.
O Comitê-Executivo de Gestão da Camex terá, então, mais 30 dias, também prorrogáveis por 30, para decidir sobre o enquadramento e indicar se o governo deve ou não aplicar as medidas previstas na legislação contra os Estados Unidos.
com Band.com.br