Dia a Dia

Paraíba registra 520 focos de incêndio florestal até 7 de novembro

A Paraíba contabilizou 520 focos de incêndios florestais entre 1º de janeiro e 7 de novembro, segundo dados do programa Queimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). Apesar de ocupar a 21ª posição no ranking nacional, a concentração de ocorrências nos últimos meses indica uma piora ao longo do ano.

Os registros mensais começaram em 76 focos em janeiro e caíram para 27 em fevereiro e 21 em março. Em abril, foram três; em maio, quatro; em junho, cinco; e, em julho, nove.

A partir de agosto, os números subiram: foram 31 focos naquele mês, 76 em setembro e 209 em outubro. Nos sete primeiros dias de novembro, o programa registrou outros 59. No mesmo intervalo de 2025, entre janeiro e 7 de novembro, a Paraíba havia somado 690 ocorrências.

O major Pablo, bombeiro militar e especialista em incêndios florestais, classificou o ano como atípico. Segundo ele, o El Niño e as temperaturas mais elevadas favorecem a propagação do fogo. O aumento das temperaturas nesta época do ano, combinado à atuação do fenômeno, também contribui para o crescimento das ocorrências, conforme as informações divulgadas.

O major apontou a ação humana como principal causa dos incêndios, citando queimadas feitas sem controle para queima de lixo ou limpeza de terrenos, além de fogueiras e outras situações que envolvem o uso do fogo. “A causa principal é o homem, que ateia fogo, seja de forma intencional ou não [para] queima do lixo, limpeza de terreno, fogueira, algo que tenha manejo do fogo e aquele fogo sai do controle. A pessoa que vai usar esse fogo precisa ter cuidado e saber manusear o fogo. As pessoas podem ser responsabilizadas por essa práticas. Os danos ao meio ambiente são danos irreparáveis. Nossos órgãos de fiscalização estão buscando responsabilizar as pessoas”, afirmou.

Segundo o bombeiro, quem provoca queimadas pode responder judicialmente. Ele também alertou para os danos ambientais e disse que órgãos de fiscalização buscam responsabilizar os autores das práticas.

da Redação

Artigos relacionados

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Botão Voltar ao topo