Crédito para reorganizar dívidas cresce 11,2% em um ano e chega a R$ 5,17 bilhões

As operações de crédito pessoal não consignado associadas à composição de dívidas somaram R$ 5,17 bilhões em junho de 2026, alta de 11,2% ante os R$ 4,65 bilhões registrados no mesmo mês do ano anterior. Os dados são de séries do Banco Central.
Essa modalidade representou 24,9% do valor das novas concessões de crédito pessoal não consignado em junho, ante cerca de 22% um ano antes. Na prática, quase R$ 1 de cada R$ 4 concedidos nessa categoria estava ligado à reorganização de dívidas.
No período, porém, o total de empréstimos pessoais não consignados caiu de R$ 21,17 bilhões para R$ 20,75 bilhões. Assim, as operações para composição de dívidas aumentaram em valor e também passaram a ocupar uma parcela maior do crédito concedido.
Na classificação do Banco Central, a categoria reúne empréstimos a pessoas físicas relacionados a dívidas de diferentes modalidades. Os números medem o valor contratado, não a quantidade de consumidores envolvidos nem a intenção declarada por quem tomou o crédito.
O avanço indica que parte dos novos empréstimos está vinculada a compromissos financeiros anteriores, além de poder atender a novas despesas. “A composição de dívidas tem um peso importante no mercado de crédito pessoal. Para entender esse movimento, precisamos olhar além do volume de empréstimos e observar quanto está associado à reorganização de compromissos que o consumidor já assumiu”, afirma Arthur Bonzi, cofundador e COO da Juros Baixos.
O aumento das concessões, por si só, não demonstra que os consumidores conseguiram reduzir parcelas, pagar menos juros ou melhorar sua capacidade de pagamento. Esses efeitos dependem das condições de cada contrato e não são medidos pelas séries do Banco Central.
A análise faz parte do Índice Juros Baixos de Empréstimo (IJBE), publicação trimestral sobre o mercado brasileiro de empréstimo pessoal. Para o levantamento, foram utilizadas séries públicas do Banco Central sobre concessões de crédito pessoal não consignado e operações de composição de dívidas.
da Redação



