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Túnel sob o Retão de Manaíra, em João Pessoa, deve ser entregue até o início de 2027

Após a decisão do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) que liberou a retomada das obras do Parque da Cidade, no bairro do Aeroclube, na Capital, a Prefeitura de João Pessoa deu novo prazo para conclusão do sistema viário no entorno, bem como para a construção do túnel sob a Avenida Flávio Ribeiro Coutinho, conhecida como Retão de Manaíra. Agora, essa etapa da obra deve ficar pronta entre o fim de 2026 e o início de 2027.

Para a conclusão completa do Parque da Cidade, que estava prevista para acontecer em 2028, a Prefeitura obteve mais R$ 50 milhões para serem acrescidos ao investimento inicial de R$ 150 milhões e, com isso, diminuir o prazo de entrega.

Nesta terça-feira (27), o prefeito Cícero Lucena, juntamente com o vice-prefeito Leo Bezerra, se reuniu com uma equipe de secretários para intensificar o cronograma e estabelecer novos prazos. Há uma negociação com a construtora contratada para dar mais agilidade aos trabalhos, de modo que não comprometa a execução de cada etapa.

A primeira etapa da obra, fora do Parque, já foi entregue, com alargamento de vias e uma rotatória.

“Agora avançaremos para as próximas etapas, entre elas o túnel no retorno de Manaíra. Isso nos permitirá, mesmo com o atraso de quase um ano na obra, compensar esse tempo com uma execução mais rápida”, afirmou o prefeito.

Algumas que serão realizadas na área do Parque da Cidade, como a criação de três lagos, pistas de caminhada, teatro de arena, área administrativa, segurança e iluminação.

Entenda suspensão da obra do Parque da Cidade
Em dezembro de 2024, as obras do Parque da Cidade foram suspensas após um pedido do Instituto Protecionista SOS Animais e Plantas, que argumentou que os estudos apresentados pela prefeitura eram insuficientes para uma análise aprofundada dos impactos ambientais causados pela obra.

Até então, a obra já tinha sido autorizada e então suspensa anteriormente, em junho de 2024, quando a Justiça determinou a paralisação das atividades devido à ausência de estudos de impacto ambiental, ação que também foi movida pelo Instituto Protecionista SOS Animais e Plantas.

Durante a suspensão da obra em dezembro do ano passado, o juiz Inácio Jairo apontou a necessidade de prevalência de princípios como o da precaução, prevenção e o “in dubio pro natura”, que prioriza a natureza em favor de outros aspectos, além da relevância de proteger o meio ambiente diante de possíveis danos irreversíveis.

com G1 PB

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