Política

Tovar Correia Lima confirma saída do PSDB e prepara filiação ao MDB para disputar reeleição

O deputado estadual Tovar Correia Lima confirmou que deixará o PSDB e irá se filiar ao MDB com foco na disputa pela reeleição à Assembleia Legislativa da Paraíba em 2026.

A mudança ocorre em meio ao esvaziamento da estrutura tucana no estado e à reorganização do grupo político ao qual o parlamentar pertence, que vem se aproximando do PSD. A legenda, liderada pelo ex-deputado Pedro Cunha Lima, deve compor aliança com o MDB no próximo pleito.

Ao comentar a decisão, Tovar afirmou que segue a orientação do grupo político ao qual está ligado e que a migração partidária faz parte de um movimento coletivo definido para as eleições.

O deputado deve participar, nesta sexta-feira (30), do evento em que o PSD oficializará apoio à pré-candidatura do prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena (MDB), ao Governo do Estado, fortalecendo a aproximação entre as duas legendas.

Nos bastidores, a expectativa é que a aliança entre MDB e PSD forme duas chapas proporcionais, uma para a Câmara dos Deputados e outra para a Assembleia Legislativa, concentrando os principais nomes da oposição.

Tovar afirmou que a mudança foi discutida com o senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB) e deverá ser formalizada durante a janela partidária, período autorizado pela legislação eleitoral para troca de legenda sem perda de mandato.

Além dele, outros parlamentares devem deixar o PSDB, entre eles Camila Toscano e Manoel Ludgério, o que tende a acelerar o enfraquecimento da sigla no cenário estadual.

Mesmo com a aproximação do grupo de Cícero Lucena, o deputado reconheceu que a oposição pode chegar fragmentada à disputa pelo Governo. Segundo ele, a família Cunha Lima tende a se dividir entre projetos distintos no primeiro turno.

Tovar avaliou como legítima a possível adesão do prefeito de Campina Grande, Bruno Cunha Lima (União Brasil), à pré-candidatura do senador Efraim Filho (União Brasil-PB), destacando a atuação do parlamentar em Brasília.

Para o deputado, apesar das divergências iniciais, o campo oposicionista deve buscar unidade na fase decisiva da eleição. Ele afirmou que, caso não haja consenso no primeiro turno, a tendência é de convergência no segundo.

da Redação

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