Secretaria de Saúde de João Pessoa acompanha caso suspeito de mpox em Mossoró

A Secretaria Municipal de Saúde de João Pessoa (SMS-JP) informou que acompanha a investigação de um caso suspeito de mpox envolvendo uma jovem de 19 anos internada em Mossoró, no Rio Grande do Norte. A paciente esteve na Capital Paraibana em janeiro, mas, segundo as autoridades, o período da viagem não coincide com a janela provável de transmissão da doença.
A jovem procurou atendimento em uma Unidade de Pronto Atendimento de Mossoró na última sexta-feira (20), após apresentar sintomas virais e lesões na pele, sinais compatíveis com a infecção. Diante do quadro clínico, foi solicitado exame específico para confirmar ou descartar a doença, com resultado previsto até o fim desta semana.
Apesar de monitorar o caso, a Secretaria de Saúde de João Pessoa destacou que o intervalo entre a exposição ao vírus e o surgimento dos sintomas costuma variar de três a 16 dias, podendo chegar a 21 dias. Com base nesse parâmetro, a viagem realizada em janeiro não se enquadra no período considerado mais provável para o contágio.
Na Paraíba, não há registros confirmados da doença até esta quarta-feira (25). A Secretaria de Estado da Saúde informou que houve duas notificações suspeitas em João Pessoa, mas ambas foram descartadas após análise.
A mpox é uma doença viral caracterizada principalmente pelo surgimento de lesões na pele, além de sintomas como febre, dor de cabeça, dores musculares, calafrios, fraqueza e aumento dos gânglios linfáticos. A transmissão ocorre, principalmente, por contato direto com lesões cutâneas, fluidos corporais ou objetos contaminados.
O tratamento é baseado no controle dos sintomas e no acompanhamento clínico, com foco na recuperação do paciente e prevenção de complicações. Atualmente, não há um medicamento específico para combater o vírus, sendo adotadas medidas de suporte conforme a evolução de cada caso.
da Redação




