
Trabalhadores de empresas terceirizadas que prestam serviços de limpeza urbana em João Pessoa realizaram um protesto nesta sexta-feira (15), sinalizando o início de um estado de greve. A categoria reivindica a implementação do piso nacional e, principalmente, a abolição da escala de trabalho 6×1, pauta que tem ganhado força em mobilizações nacionais desde o início de maio. Os manifestantes ameaçam paralisar totalmente as atividades a partir da próxima quinta-feira (21), caso não haja avanço nas negociações com as prestadoras de serviço.
Durante o ato, os funcionários cruzaram os braços e realizaram uma passeata pelas ruas do Centro da Capital. De acordo com lideranças do movimento, as empresas responsáveis pela coleta de lixo e varrição urbana recusaram-se a incluir a redução da jornada de trabalho e o novo regime de descanso nas discussões do acordo coletivo anual. A categoria argumenta que a carga horária atual é exaustiva e que a valorização salarial é urgente diante da defasagem em relação ao piso da classe.
João Pessoa já registra episódios pontuais de atraso na coleta em bairros das zonas sul e oeste. A Autarquia Especial Municipal de Limpeza Urbana (Emlur) informou que monitora a situação e que os pagamentos às empresas contratadas estão rigorosamente em dia, tratando o impasse como uma questão trabalhista interna entre as terceirizadas e seus colaboradores.
Caso a greve seja confirmada na próxima semana, a prefeitura poderá acionar planos de contingência para evitar o acúmulo de resíduos nas vias públicas, especialmente em áreas críticas como mercados e unidades de saúde. Até o momento, as empresas que gerenciam a limpeza na capital não apresentaram uma nova proposta para evitar a interrupção dos serviços essenciais.
da Redação