
O Sindicato dos Engenheiros no Estado da Paraíba (Senge-PB) manifestou forte repúdio ao edital do Concurso Público 01/2026, lançado pela Prefeitura de Campina Grande. A entidade alega que os vencimentos propostos para os cargos de engenharia desrespeitam o piso salarial profissional estabelecido pela Lei Federal nº 4.950-A/66, gerando uma crise institucional entre a categoria e a gestão municipal. A presidenta do Senge-PB e conselheira federal do Confea, Giucelia Figueiredo, classificou a postura da administração do prefeito Bruno Cunha Lima (União Brasil) como irresponsável, argumentando que a remuneração prevista promove uma desvalorização direta de profissionais cujas atribuições são fundamentais para a prevenção de acidentes e a preservação da vida nos ambientes de trabalho e obras públicas.
O maior foco de indignação da entidade recai sobre a vaga para engenheiro de segurança do trabalho, que apresenta no edital uma remuneração de R$ 1.677 para uma jornada de 40 horas semanais. O sindicato considera o montante aviltante e totalmente incompatível com a complexidade técnica e a responsabilidade civil e criminal da função. Além deste cargo específico, o Senge-PB afirma que outras oportunidades destinadas à área de engenharia no certame seguem o mesmo padrão de remuneração inferior ao mínimo legal, o que contribui para a precarização da engenharia pública e abre um precedente perigoso para que outros municípios paraibanos institucionalizem salários inadequados para profissionais técnicos.
Diante do que classifica como um desrespeito à legislação federal, o Senge-PB, em ação conjunta com o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia da Paraíba (Crea-PB) e outras instituições do setor, protocolou um pedido de impugnação do concurso e ingressou com um Mandado de Segurança na Justiça. O objetivo das medidas é garantir o cumprimento da legislação vigente e assegurar o respeito ao piso salarial da categoria. A entidade reiterou que não medirá esforços jurídicos e institucionais para barrar o andamento do certame nos moldes atuais, defendendo que a valorização da engenharia é condição essencial para a segurança e a qualidade dos serviços prestados à população campinense.
da Redação
1