Seis animais são resgatados com suspeita de violência sexual em Cajazeiras, no Sertão da Paraíba

Seis animais foram resgatados com sinais que podem ser compatíveis com violência sexual nos últimos três meses, em Cajazeiras, no Sertão da Paraíba. As denúncias foram feitas por uma ativista e protetora de animais, que registrou um boletim de ocorrência junto à Polícia Civil da Paraíba.

Segundo Cleo Moura, dois casos tiveram a suspeita confirmada por exames veterinários. O mais recente ocorreu na terça-feira (1º) e envolve uma cadela que permanece internada em estado grave.

A protetora relatou que o animal apresentava sangramentos e dificuldade para fazer as necessidades fisiológicas. A cadela passou por três procedimentos veterinários e continua sob cuidados médicos.

Um dos outros casos foi registrado no fim de agosto, quando um cão foi encontrado com sangramento e levado a uma clínica veterinária. Conforme Cleo, um preservativo foi retirado do ânus do animal durante o atendimento.

Os demais resgates ocorreram em bairros próximos, também em Cajazeiras. As denúncias chegaram aos protetores principalmente por meio de moradores. Em uma das situações, o animal foi localizado por trabalhadores responsáveis pela limpeza das ruas.

Além dos dois casos com confirmação por exames, outros quatro animais foram resgatados com sangramentos e sinais que, segundo a denúncia, seriam compatíveis com violência sexual. Ainda conforme Cleo Moura, alguns passaram a demonstrar medo ou comportamento agressivo na presença de homens.

A protetora informou que pretende entregar à polícia os exames veterinários e outras informações reunidas durante os resgates. A investigação deverá apurar as circunstâncias dos casos e identificar eventuais responsáveis.

Casos de envenenamento em Teixeira
A denúncia em Cajazeiras ocorre poucas semanas depois de uma série de mortes de animais registrada em Teixeira, também no Sertão paraibano.

Segundo a Secretaria de Meio Ambiente do município, mais de 200 cães e gatos morreram com suspeita de envenenamento em um período de três meses. Os casos começaram a ser registrados em maio.

Moradores e protetores relataram uma sequência de mortes de animais na cidade. A Polícia Civil foi acionada, junto com os protetores, para investigar as circunstâncias e tentar identificar os responsáveis.

da Redação

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