
O isolamento político e a falta de apoio interno no PSB abriram uma crise profunda na relação do prefeito de João Pessoa, Leo Bezerra (PSB), com a própria legenda. Em entrevista a um podcast nessa terça-feira (16), o gestor desabafou sobre as divergências partidárias que vêm se arrastando nas últimas semanas e condicionou sua permanência na sigla exclusivamente à consideração que possui pelo presidente estadual da legenda, João Azevêdo (PSB).
A insatisfação do prefeito atingiu o ápice após setores dos socialistas declararem apoio ao projeto do ex-prefeito Cícero Lucena (MDB) na disputa pelo Governo do Estado. Bezerra confidenciou ao jornalista Magno Martins que se sente jogado para escanteio e revelou que nenhum correligionário se solidarizou com sua situação nos episódios recentes. “Estou sendo tratado como oposição no PSB. Estou desconfortável dentro do meu partido e eu estou aguentando isso tudo que você me perguntou agora em respeito a essa pessoa e não em respeito ao partido”, disparou.
O racha partidário ganhou ainda mais força nos últimos dias com a oficialização de um bloco de oposição com sete vereadores na Câmara Municipal de João Pessoa, liderado por Milanez Neto (MDB). O que mais pesou para o mal-estar do prefeito foi a adesão de Jailma Carvalho (PSB) e Zezinho Botafogo (PSB) ao grupo oposicionista. Antes de tomar qualquer decisão drástica sobre o seu futuro político ou procurar o presidente nacional da sigla, João Campos (PSB), Leo Bezerra garantiu que terá uma conversa franca com o ex-governador. “Em respeito a ele, ainda estou aguentando tudo isso. Eu tenho que dizer muita coisa a ele e eu sei que tenho muita coisa para ouvir dele”, concluiu.
da Redação