
O presidente do Missão na Paraíba, Marcos Fred, criticou nesta terça-feira (1º) a decisão do ministro Dias Toffoli, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que impôs restrições à campanha presidencial de Renan Santos, candidato do partido.
A determinação suspendeu a propaganda eleitoral em perfis que não teriam sido informados à Justiça Eleitoral dentro do prazo previsto. A medida também alcançou o candidato a vice-presidente, Aroldo Medina.
Para Marcos Fred, o partido esperava uma reação da Justiça Eleitoral diante do crescimento da candidatura, mas não nas proporções definidas pelo ministro.
“Tava demorando muito essa situação. Tendo em vista o crescimento de Renan Santos, a gente sabia que uma situação como essa poderia acontecer, mas não nesses moldes. Não nesses moldes. Uma decisão monocrática, totalmente antidemocrática, impedindo a campanha de Renan Santos e prejudicando completamente a sua campanha em todo o Brasil. Mas tenho certeza de que essa situação será resolvida ainda hoje”, afirmou durante entrevista ao programa Correio Debate, da Rádio Correio 98 FM.
A decisão foi tomada no domingo (30) e divulgada na segunda-feira (31). Segundo Toffoli, havia indícios de que perfis não declarados teriam sido utilizados para divulgar conteúdo favorável à candidatura.
Além de suspender a propaganda nessas contas, a medida restringiu a participação de Renan Santos em debates e em outros meios de comunicação e determinou a interrupção de repasses do Fundo Eleitoral. O ministro classificou a ausência inicial de todas as contas como uma possível “omissão estratégica”.
A defesa de Renan Santos, por outro lado, afirma que comunicou problemas no sistema usado para o registro das redes sociais e solicitou a correção das informações.
Em reação à decisão, o Missão anunciou uma manifestação para esta terça-feira (1º), às 18h, no Busto de Tamandaré, em João Pessoa. O ato faz parte de uma mobilização organizada em outras cidades do país.
Segundo Marcos Fred, o objetivo é contestar a decisão e defender o direito de manifestação do partido.
“Hoje terá uma ação, em repúdio a essa decisão do ministro Dias Toffoli. É uma ação coordenada em todo o Brasil. E a gente vai fazer valer o nosso direito democrático de reclamar e denunciar essa situação”, declarou.