
Pacientes internados no Hospital Geral e do Câncer (Prontovida), em João Pessoa, estão sendo transferidos para outras unidades da rede municipal de saúde. A movimentação é uma resposta direta à interdição ética cautelar realizada pelo Conselho Regional de Medicina da Paraíba (CRM-PB) na tarde dessa sexta-feira (24), que paralisou as atividades médicas em setores estratégicos como o bloco cirúrgico, UTIs Geral e Oncológica, além da enfermaria oncológica.
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A medida do Conselho foi fundamentada em problemas persistentes na infraestrutura física da unidade. Com a interdição ética, os profissionais de medicina ficam legalmente impedidos de atuar nas áreas sinalizadas, o que obriga o esvaziamento imediato desses setores para garantir a continuidade da assistência aos enfermos em locais que ofereçam as condições técnicas e de segurança exigidas.
Em contrapartida, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de João Pessoa esclareceu que a desocupação da unidade já estava sendo planejada. Segundo a pasta, um cronograma de transferências graduais já havia sido estabelecido como parte de um plano de contingência para o início de obras de requalificação total do hospital. A Secretaria reforçou que o mapeamento dos pacientes está concluído e que a logística de transporte foi organizada para que a transição ocorra sem riscos à saúde dos internados.
Apesar da coincidência de datas, a gestão municipal frisou que as reformas estruturais foram aprovadas meses antes da fiscalização do CRM-PB. Enquanto as melhorias físicas não são concluídas, a rede de saúde da capital deve absorver a demanda do Prontovida, assegurando que o atendimento oncológico e as internações de alta complexidade não sofram interrupções durante o período de interdição.
da Redação