
O prefeito de Junco do Seridó, Paulo Fragoso (PSB), conhecido como Dr. Paulo, afirmou que não pressionou servidores municipais a votar em candidatos apoiados por ele. A declaração foi divulgada em uma nota após o Ministério Público Federal (MPF) abrir um procedimento para apurar possível assédio eleitoral ou abuso de poder no município.
A apuração foi iniciada depois de uma declaração do vereador Roberto Cândido (União Brasil) durante uma sessão da Câmara Municipal. Segundo o relato, o parlamentar afirmou que o prefeito deveria obrigar os servidores a votar nos candidatos apoiados por sua administração.
Ainda conforme a informação divulgada, Roberto Cândido disse também que já havia recomendado pessoalmente ao prefeito que adotasse esse tipo de conduta.
Na nota, Dr. Paulo negou ter sido procurado pelo vereador para tratar do assunto. O prefeito também afirmou que não faz parte de sua postura pressionar funcionários públicos a escolher determinados candidatos nas eleições.
O procedimento do MPF deverá verificar as circunstâncias das declarações e se houve prática de assédio eleitoral ou abuso de poder em Junco do Seridó.
Confira a íntegra da nota emitida pelo prefeito:
Nos últimos dias, Junco do Seridó ganhou repercussão após uma declaração do vereador Roberto Cândido, que defendeu que servidores contratados deveriam ser obrigados a votar nos candidatos apoiados pela gestão.
Essa declaração levou o Ministério Público Eleitoral a abrir uma investigação para apurar se esse tipo de pressão realmente existe ou existiu na administração municipal.
Quero deixar uma coisa muito clara: ninguém será obrigado a votar em quem quer que seja. O voto é livre, e respeito profundamente essa liberdade.
Também recebo com tranquilidade a atuação do Ministério Público e de qualquer órgão de controle. A Prefeitura vai prestar todos os esclarecimentos, apresentar o que for necessário e colaborar integralmente com a investigação. Mas é importante separar uma declaração de um fato comprovado. O que o vereador disse está sendo apurado.
Uma fala isolada não pode, automaticamente, ser transformada em prova ou em condenação de alguém. E faço questão de dizer algo também de maneira muito pessoal: não faz parte da minha personalidade pressionar, constranger ou ameaçar ninguém. Sou médico antes de ser prefeito. Minha vida sempre foi pautada pelo diálogo, pelo cuidado e pelo respeito às pessoas.
E há outro esclarecimento importante: o vereador jamais me procurou para pedir que eu fizesse pressão em ninguém.
Por isso, não podemos transformar uma fala isolada em uma condenação antecipada de pessoas que sequer foram acusadas de algo concreto.
Como prefeito, vou sempre respeitar as instituições e, ao mesmo tempo, defender aquilo em que acredito: a verdade, a liberdade de escolha e o respeito às pessoas.
da Redação