
Um homem foi preso pela Polícia Civil no último sábado (9) sob a acusação de agredir e manter a ex-namorada em cárcere privado, em Campina Grande. O caso, que ocorreu na semana passada, foi detalhado pelas autoridades nesta segunda-feira (11). Segundo as investigações, o suspeito já possuía uma medida protetiva de urgência em vigor que o proibia de se aproximar da vítima.
O crime aconteceu na segunda-feira (4), quando o homem foi até a residência da ex-namorada e a obrigou, sob ameaça, a dirigir até a casa dele, localizada no bairro José Pinheiro. No imóvel, a mulher foi mantida presa por diversas horas e sofreu agressões físicas, conseguindo deixar o local apenas após um período de confinamento. No mesmo dia, a vítima procurou a delegacia para registrar o boletim de ocorrência e relatar o descumprimento da ordem judicial.
A delegada Karine de Lima, responsável pelo inquérito, explicou que a existência prévia da medida protetiva foi fundamental para a rapidez do processo judicial. Com base no histórico de violência e no descumprimento da restrição, a Polícia Civil representou pela prisão preventiva do agressor. O mandado de prisão foi expedido pelo Judiciário na quinta-feira (7) e cumprido pelas equipes policiais dois dias depois, após diligências para localizar o paradeiro do suspeito.
A autoridade policial reforçou a importância dos mecanismos de proteção à mulher, destacando que a medida protetiva serviu como requisito técnico para fundamentar o pedido de prisão preventiva com maior celeridade. O homem foi submetido a uma audiência de custódia e, em seguida, encaminhado ao sistema prisional, onde permanecerá à disposição da Justiça para responder pelos crimes de lesão corporal, cárcere privado e descumprimento de decisão judicial.
da Redação