MP acusa Hytalo Santos de explorar adolescentes para obter engajamento digital e lucro

O Ministério Público da Paraíba afirmou que o influenciador Hytalo Santos teria se aproveitado da vulnerabilidade de crianças e famílias para praticar a chamada “adultização de adolescentes”. De acordo com a Promotoria, o influenciador induzia menores a comportamentos e apresentações sexualizadas, transformando a exposição em estratégia de engajamento digital e fonte de renda.

Segundo o MP, Santos e seu marido, conhecido como Euro, ofereciam recompensas aos pais para que os adolescentes participassem de coreografias, poses e danças com conteúdo sexual em fotos e vídeos publicados nas redes sociais. A prática, ainda de acordo com o órgão, exploraria fragilidades sociais e emocionais de crianças e adolescentes, bem como a situação econômica de suas famílias.

Diante dos indícios, o juiz Antônio Rudimacy Firmino de Sousa, da Vara da Infância e Juventude, autorizou buscas e apreensões nas residências e empresas do influenciador e de seu marido. A decisão, que corre em segredo de Justiça, ressalta a gravidade dos fatos e a existência de uma possível estrutura organizada voltada a manter a prática criminosa, incluindo movimentações financeiras e logística de apoio. Medidas especiais permitem, se necessário, arrombamento de portas e buscas em hotéis, motéis e outras hospedagens temporárias.

O MP também aponta suspeita de pagamento de remuneração às famílias dos menores para garantir que os adolescentes permanecessem sob o controle de Santos e participassem de rotinas com exposição sexualizada, com roupas inadequadas ou minúsculas, conforme os documentos obtidos pelo Blog Wallison Bezerra.

Em nota, Hytalo Santos negou todas as acusações de exploração de crianças e adolescentes. O influenciador afirmou que segue à disposição da Justiça, repudia as acusações e confia que a verdade prevalecerá. “Minha trajetória pessoal e profissional sempre foi guiada pelo compromisso inabalável com a proteção de crianças e adolescentes”, declarou. A defesa reforçou ainda que prestará todos os esclarecimentos necessários nos autos do processo e que não aceita que a imagem do influenciador seja manchada por acusações infundadas.

A investigação envolve crimes como favorecimento e aliciamento de menores, exposição erótica de crianças e adolescentes na internet, adultização precoce e exploração sexual infantojuvenil, além de possíveis práticas de organização criminosa, corrupção, fraude processual e lavagem de dinheiro.

da Redação

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