
Um levantamento inédito realizado pelo portal Melhores Destinos, divulgado nesta segunda-feira (25), aponta que a Paraíba se consolidou como um dos grandes protagonistas do turismo de baixo custo no Brasil, figurando na quinta posição do ranking nacional onde o orçamento do visitante apresenta maior rendimento. Conforme dados extraídos da pesquisa, que ouviu 500 viajantes de todas as regiões do país, o estado paraibano se destaca pela competitividade financeira de sua estrutura receptiva, posicionando-se atrás apenas da Bahia, São Paulo, Minas Gerais e Alagoas na preferência do público que prioriza o equilíbrio entre qualidade e custo-benefício.
O estudo indica que o brasileiro redesenhou seu comportamento de consumo para contornar a pressão inflacionária incidentes sobre as tarifas aéreas, reflexo direto da instabilidade geopolítica e dos conflitos no Oriente Médio. Diante desse cenário de passagens mais caras, o planejamento estratégico passou a guiar o setor, com 54% dos entrevistados projetando um teto de gastos entre R$ 1.000 e R$ 5.000 para cobrir despesas de transporte e estadia ao longo deste ano. Para viabilizar essa meta orçamentária, 21% dos turistas afirmaram que o custo de vida do local escolhido é o fator determinante na tomada de decisão.
A força do Nordeste ficou evidente na amostragem, abarcando seis das dez posições da lista de destinos classificados como mais baratos para viajar em 2026. A Paraíba ganhou protagonismo no relatório principalmente por conta dos indicadores de sua capital, João Pessoa, reconhecida no mercado nacional por dispor de uma das redes hoteleiras mais acessíveis do litoral brasileiro e um comércio gastronômico atrativo, servindo como alternativa sólida frente a eixos tradicionais saturados.

No recorte regional, o ranking é complementado por Ceará, Pernambuco e Rio Grande do Norte. O contraponto fora da região ficou por conta de São Paulo e Minas Gerais, que atraem um fluxo focado no turismo histórico e em roteiros rodoviários de proximidade.
No cenário internacional, o levantamento apontou que a Argentina e o Chile lideram a percepção de economia devido à ampla oferta de voos diretos e à concorrência de companhias aéreas de baixo custo (low cost), o que compensa as variações cambiais recentes. Portugal desponta na terceira colocação global como o único representante do continente europeu a figurar no Top 10, beneficiando-se da malha de conexões sem escalas com o mercado brasileiro e de gastos com alimentação sensivelmente menores que os de seus vizinhos de bloco econômico. O ranking externo é completado por Paraguai, Peru, Uruguai, Colômbia, Estados Unidos e com a Tailândia figurando como o único polo asiático lembrado pelos viajantes.

da Redação