
Os acidentes envolvendo motocicletas consolidam-se como uma das principais demandas operacionais nas maiores unidades de saúde pública do estado. Um levantamento aponta que o Hospital de Emergência e Trauma de João Pessoa mantém uma média de 27 acolhimentos diários a condutores e passageiros de veículos de duas rodas. As planilhas da instituição da Capital revelam que foram efetuados 9.786 atendimentos em 2024, patamar que permaneceu praticamente idêntico no fechamento de 2025, com 9.787 registros, enquanto o balanço do primeiro trimestre de 2026 já contabilizou 2.375 entradas de pacientes sob essa mesma condição.
No cenário da saúde pública do Agreste Paraibano, a pressão sobre o sistema de urgência expandiu com curvas ainda mais íngremes. O Hospital de Emergência e Trauma de Campina Grande computou pouco mais de 8.815 procedimentos de assistência a acidentados de moto em 2024, saltando para expressivos 10.685 atendimentos no balanço consolidado de 2025, o que configura uma elevação real de 21% na demanda assistencial e fixa uma média diária de 29 entradas. O volume desse tipo de ocorrência de trânsito é tão expressivo que passou a representar cerca de 9% de todas as fichas de atendimento abertas na unidade campinense ao longo dos últimos dois anos.
O mapeamento de dados também revela o posicionamento desses sinistros no ranking geral de causas de internação na estrutura hospitalar do Agreste. As colisões e quedas de motocicletas figuram de forma isolada como a segunda maior causa de busca por socorro médico na instituição, ficando posicionadas logo atrás das quedas da própria altura e de estruturas, ocorrências que lideraram as estatísticas gerais da unidade ao registrarem 20.445 atendimentos em 2024 e avançarem para 21.058 registros no balanço de 2025.
A abrangência regional do complexo hospitalar de Campina Grande reflete-se na diversidade geográfica dos pacientes acolhidos, visto que a instituição prestou socorro a moradores vindos de 353 municípios em 2024, expandindo sua área de captação para vítimas originárias de 398 cidades diferentes em 2025. O fluxo majoritário de acidentados de trânsito concentra-se em cidadãos residentes na própria sede de Campina Grande, além de moradores dos municípios vizinhos de Queimadas e Lagoa Seca. De acordo com a avaliação de especialistas em engenharia de tráfego, esse panorama crítico é alimentado pela combinação crônica de excesso de velocidade nas vias, desrespeito às normas de circulação, falta de equipamentos de proteção individual e o crescimento acelerado da frota de motos em circulação.
da Redação