
O cenário político paraibano registrou, nessa quarta-feira (15) e nesta quinta-feira (16), movimentos importantes que indicam uma possível pacificação entre o ex-governador João Azevêdo (PSB) e a família Bezerra. Após meses de distanciamento e declarações de rompimento, tanto o deputado estadual Hervázio Bezerra (MDB) quanto o vereador Odon Bezerra (PSB) admitiram rever suas posições sobre a disputa pelo Senado Federal.
Em entrevista à Rádio Princesa FM, em Princesa Isabel, Hervázio Bezerra mudou o tom e admitiu, pela primeira vez, que pode repensar sua decisão de não votar em João. O parlamentar, que mantinha uma postura rígida devido a mágoas políticas envolvendo seu filho, o vice-prefeito Léo Bezerra, afirmou que a decisão não será isolada. “Eu ainda não decidi, porque não decido só comigo”, pontuou, indicando que o respeito familiar e o diálogo com seu grupo político serão determinantes para uma eventual reaproximação.
Na Capital, o vereador Odon Bezerra também manifestou abertura ao diálogo em entrevista à Rádio Arapuan FM. Filiado ao PSB, Odon destacou o carinho que possui pelo ex-governador e afirmou que não se opõe a votar em João Azevêdo, embora tenha reforçado que seus compromissos prioritários são com Cícero Lucena (MDB) para o Governo e Veneziano Vital do Rêgo (MDB) para o Senado.
Odon reconheceu o ruído causado por declarações passadas de João Azevêdo que atingiram Hervázio, mas defendeu a busca pela “pacificação”. Entre as alternativas ventiladas nos bastidores, como sugerido pelo ex-prefeito Ricardo Pereira, está uma composição em que o grupo familiar divida os apoios para o Senado entre João Azevêdo e Nabor Wanderley, mantendo a unidade com a chapa governista. A decisão final, segundo os parlamentares, deverá ser tomada de forma unificada pela família nos próximos meses.
da Redação