
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta terça-feira (7) que concordou em suspender os bombardeios e ataques planejados contra o Irã por um período de 14 dias. A decisão ocorre após intervenção diplomática do Paquistão, mas está estritamente condicionada à manutenção da abertura segura do Estreito de Ormuz. Em resposta, o governo iraniano confirmou que também cessará suas ações ofensivas, desde que não sofra novos ataques ou ameaças.
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A proposta de trégua foi apresentada pelo primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, e pelo marechal de campo Asim Munir. Segundo Trump, a decisão de segurar a “força destrutiva” prevista para esta noite foi baseada na possibilidade de um acordo de dez pontos, o qual ele considera uma base viável de negociação. O ministro dos Negócios Estrangeiros do Irã, Abbas Araqchi, ratificou o compromisso e assegurou que, durante este intervalo, a passagem pelo Estreito de Ormuz será garantida em coordenação com as forças armadas iranianas, respeitando as restrições técnicas locais.
Escalada de tensões e ameaças
O anúncio da trégua trouxe um alívio momentâneo após uma escalada retórica agressiva. Horas antes, o presidente Trump havia ameaçado extinguir “uma civilização inteira”, em referência à história milenar persa, caso o bloqueio ao tráfego marítimo no Golfo Pérsico permanecesse. Tais declarações levantaram debates internacionais sobre crimes de guerra e violações das Convenções de Genebra, que proíbem ataques contra infraestruturas e populações civis.
Apesar do tom hostil das declarações anteriores, a mediação paquistanesa conseguiu abrir um canal de diálogo. A diplomacia internacional observa com cautela o movimento, dado que o Estreito de Ormuz é vital para a economia global e qualquer instabilidade prolongada no local pode causar impactos severos no mercado de energia.
Início das negociações em Islamabad
O próximo passo diplomático já tem data e local definidos. O Conselho Supremo de Segurança do Irã informou que as negociações formais com os Estados Unidos terão início na próxima sexta-feira, 10 de abril, em Islamabad. Embora o encontro represente um avanço significativo para evitar um confronto em larga escala, a mídia estatal iraniana ressaltou que o início das conversas não significa, necessariamente, o fim definitivo da guerra, mas sim o estabelecimento de um cessar-fogo temporário para avaliar as propostas de paz.
da Redação com Reuters