
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, abriu uma nova frente de confronto diplomático ao atacar diretamente o Papa Leão XIV em uma publicação nas redes sociais. O republicano classificou o pontífice como “fraco no combate ao crime” e “péssimo em política externa”, reagindo às críticas do Vaticano sobre as recentes ações militares americanas envolvendo o Irã e a Venezuela, além das rígidas políticas de imigração da Casa Branca.
Trump foi enfático ao rejeitar a interferência religiosa em sua agenda política, afirmando que não aceita ser questionado por um líder que, segundo ele, estaria “cedendo à esquerda radical”. “Não quero um papa que critique o presidente dos Estados Unidos, porque estou fazendo exatamente aquilo para o qual fui eleito”, escreveu o mandatário. Trump chegou a sugerir que a nacionalidade americana de Leão XIV estaria sendo usada para validar posicionamentos políticos que confrontam os interesses nacionais.
Em resposta, o Papa Leão XIV manteve o tom diplomático, mas firme, reafirmando que sua missão é pautada pelo Evangelho e não por conveniências partidárias. “Continuarei a me manifestar veementemente contra a guerra, buscando promover o diálogo e soluções justas”, declarou o pontífice, ressaltando que a mensagem religiosa não deve ser distorcida para justificar conflitos armados.
No Vaticano, a reação foi de indignação. O teólogo Antonio Spadaro, integrante da Cúria Romana, defendeu o papa e afirmou que Trump ataca “uma voz moral” simplesmente por não conseguir controlá-la. O embate acentua um racha histórico entre Washington e a Santa Sé, colocando em lados opostos a estratégia de “mão de ferro” de Trump e a diplomacia humanitária e multilateral defendida por Leão XIV desde 2025.
da Redação