
As forças de segurança do Estado vão manter e intensificar por tempo indeterminado as ações de combate às facções criminosas que atuam no município de Santa Rita, na Região Metropolitana de João Pessoa. O posicionamento foi anunciado na manhã desta sexta-feira (14) pelo comandante-geral da Polícia Militar da Paraíba, coronel Ronildo, em entrevista à Rádio Arapuan FM 95.3, após a morte em serviço do soldado Ícaro Flávio durante um confronto no bairro do Açude.
De acordo com a cúpula da corporação, a ofensiva contra o crime organizado contará com reforço tecnológico e aeromóvel, integrando o Grupamento Tático Aéreo com o helicóptero Acauã e o emprego intensivo de drones de monitoramento. “Nós não vamos cessar essa ação em Santa Rita. A resposta será dada. Vamos, sim, asfixiar o crime organizado em Santa Rita”, enfatizou o comandante, acrescentando sobre a duração do cerco: “Essas ações vão continuar por todo o dia de hoje, não têm dia para parar”.
Durante a manifestação, o coronel prestou homenagens à trajetória do soldado Ícaro Flávio, destacando seu comprometimento na linha de frente da segurança pública. “Era um policial jovem, mas era um policial de destaque na corporação. Sempre procurava cumprir seu papel de policial militar e proteger a sociedade paraibana, especialmente a de Santa Rita”, declarou. O militar, de 30 anos, era casado e deixou um filho.
Como reconhecimento institucional pela atuação em serviço, o comando-geral já deu início aos trâmites administrativos para a concessão da promoção pós-mortem, com o envio do processo ao Poder Executivo estadual. “É uma promoção que eu gostaria que ele recebesse em vida. Mas é uma forma que o Estado tem de prover a família e reconhecer o trabalho desse policial que morre em serviço”, explicou o oficial.
Por fim, o comandante-geral ressaltou que as ações ostensivas seguem ativas em todo o território estadual, citando diligências recentes no Centro de João Pessoa e a captura de um foragido de alta periculosidade da Penitenciária de Alcaçuz, ocorrida em Sousa. “A polícia não quer confronto, mas, quando os elementos insistem em atirar contra as nossas guarnições, é lógico que tem que haver o revide”, pontuou o coronel Ronildo.
da Redação