
O suplente de deputado estadual Cicinho Lima (Republicanos) criticou veementemente a inclusão de DJs e artistas de gêneros alheios à tradição nordestina nas programações de São João pela região. Em entrevista concedida à Rádio Arapuan FM, nesta sexta-feira (26), o político e músico defendeu que as festividades juninas deveriam priorizar estritamente o forró e as manifestações culturais nativas, disparando que o cenário atual descaracteriza as festas. “Eu acho um absurdo. DJ não tem nada a ver com forró”, declarou.
Para ilustrar seu posicionamento, o parlamentar usou como exemplo um dos maiores nomes da música nacional, pontuando que, embora tenha profundo respeito pela relevância do cantor, esse estilo de apresentação não se adequa ao contexto das praças juninas. “Eu adoro o rei Roberto Carlos, eu respeito o rei Roberto Carlos, ele de fato é um rei, mas não cabe no São João”, afirmou.
Cicinho argumentou que artistas consagrados de outros ritmos possuem apelo popular suficiente para lotar eventos em qualquer época do ano, não necessitando ocupar as grades do mês de junho. “Esses grandes artistas têm que voltar para casa de show”, disse.
Filho do icônico mestre Pinto do Acordeon, o suplente ressaltou sua própria trajetória para referendar o descontentamento. “Eu sou cantor também, sou cantor de forró, eu sou filho do mestre Pinto do Acordeon”, declarou, ao cobrar mecanismos que garantam o protagonismo dos talentos locais.
“Sou a favor da porcentagem que dê prioridade, que dê espaço para nós, artistas daqui”, afirmou. Cicinho ponderou que sua crítica não se trata de uma aversão pessoal, revelando inclusive que aprecia música eletrônica, mas reiterou que o espaço dela é outro. “Iacho que não tem nada a ver DJ no mês de junho, no São João. E bote em uma boate que é bom, eu gosto de DJ também”, concluiu.
da Redação