
O Censo Demográfico 2022, divulgado nesta quarta-feira (5) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apontou que 90 milhões de brasileiros com dez anos ou mais vivem em algum tipo de união conjugal — o que representa 51% da população nessa faixa etária. Outros 85,7 milhões (49%) não vivem com cônjuge ou companheiro, grupo que reúne solteiros, separados, viúvos e divorciados.
Em 2010, o Brasil contabilizava cerca de 81 milhões de pessoas vivendo em união, o equivalente a 50% da população adulta. Já o número de brasileiros separados, viúvos ou divorciados aumentou de 23,6 milhões (15%) para 32,6 milhões (19%) em 2022, o que indica uma tendência de diversificação dos arranjos familiares.
Cenário em João Pessoa
Na Capital Paraibana, os dados mostram equilíbrio entre os dois grupos: 359.322 pessoas (49%) vivem em união conjugal, enquanto 367.061 (51%) não vivem com parceiro fixo. O levantamento também revela o avanço das uniões consensuais, que são aquelas sem registro civil ou religioso, especialmente entre os mais jovens.
Diferenças regionais
Entre os estados, Santa Catarina lidera o ranking de pessoas que vivem em união conjugal (58%), seguida por Rondônia e Paraná (ambos com 55%). Já os maiores índices de pessoas sem união foram registrados no Amapá (53%), Distrito Federal (52%) e Amazonas (52%).
Os estados do Rio de Janeiro (21%), Bahia (20%) e Sergipe (20%) concentram as maiores proporções de separados, viúvos ou divorciados. Já o Amapá (35%), Amazonas (34%) e Maranhão (34%) têm os maiores percentuais de pessoas que nunca viveram com cônjuge ou companheiro.
Diferenças por cor e sexo
Entre os que vivem em união conjugal, 40,2 milhões se declararam brancos, 39,7 milhões pardos, 9,5 milhões pretos, 417 mil amarelos e 271 mil indígenas. O grupo se divide de forma equilibrada entre 45,2 milhões de mulheres e 45 milhões de homens.
Maiores e menores índices no país
O município de Nova Candelária, no Rio Grande do Sul, tem o maior percentual de pessoas vivendo em união conjugal, com 72% da população local. Já Balbinos (SP) apresenta o maior índice de moradores que não vivem em união, 81%, e metade deles se declarou separada, viúva ou divorciada. Em Pracinha (SP), 49% dos moradores afirmaram nunca ter vivido com cônjuge ou companheiro.
O IBGE destaca que as transformações sociais, o aumento da expectativa de vida e a independência econômica, sobretudo das mulheres, vêm modificando os padrões de convivência no país, resultando em novas formas de organização familiar e de relações afetivas.
da Redação