
A Câmara dos Deputados solicitou esclarecimentos oficiais ao deputado federal Wilson Santiago (Republicanos-PB) sobre o uso da cota parlamentar para o pagamento de aluguéis de veículos em uma empresa pertencente a seus familiares. Como medida cautelar, a instituição determinou o bloqueio do CNPJ da empresa envolvida, impedindo novos reembolsos ao parlamentar enquanto a conformidade das despesas é analisada.
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De acordo com as investigações, a empresa sob suspeita é a Construtora e Locadora JMX, cujos sócios são sobrinhos do deputado. O regimento interno da Câmara veda expressamente o reembolso de gastos com empresas de parentes até o terceiro grau. Entre maio de 2024 e março de 2026, foram apresentadas 22 notas fiscais que totalizam aproximadamente R$ 203 mil em restituições por locação de utilitários esportivos de luxo, como o Jeep Commander e o Caoa Chery Tiggo 7.
O caso também chegou ao Tribunal de Contas da União (TCU) por meio de uma representação do Ministério Público, que aponta possível conflito de interesses e desvio de finalidade. O subprocurador-geral Lucas Rocha Furtado solicitou a devolução integral dos valores aos cofres públicos e a aplicação de multa caso as irregularidades sejam comprovadas. O deputado Wilson Santiago ainda não se manifestou publicamente sobre o teor das acusações e o bloqueio determinado pela Casa Legislativa.
da Redação