Advogado eleitoral alerta para limites no uso de IA durante campanha

O uso de inteligência artificial (IA) durante a campanha eleitoral será permitido, mas deverá respeitar limites estabelecidos pela legislação. A ferramenta não poderá ser utilizada para distorcer informações, produzir notícias falsas ou simular a voz de pessoas mortas, segundo alerta feito nesta sexta-feira (14) pelo advogado eleitoral Lincoln Mendes.

Com a proximidade do início oficial da propaganda eleitoral, o especialista chamou atenção para a responsabilidade de candidatos e eleitores diante do avanço das ferramentas de inteligência artificial, que devem ser utilizadas em diferentes formatos de comunicação política durante as Eleições 2026.

De acordo com Lincoln Mendes, a tecnologia poderá ser empregada na produção de materiais de campanha, mas não deve interferir de maneira fraudulenta na formação da vontade do eleitor.

“Não pode deturpar conteúdo, falsear a verdade através do uso de IA. Ela tem essas limitações para poder não interferir na vontade do eleitor”, explicou.

O advogado avalia que jingles, peças publicitárias e outros conteúdos produzidos com auxílio de inteligência artificial devem ganhar espaço durante a campanha. O problema, segundo ele, está no uso da tecnologia para fabricar conteúdos enganosos ou atribuir declarações falsas a pessoas que não as fizeram.

“Presenciaremos uso massivo de IA para criar jingles, peças publicitárias. O problema é quando se usa a IA utilizando vozes de pessoas mortas, criando fake news”, afirmou.

Regras valem para candidatos e eleitores
Lincoln Mendes ressaltou que as restrições não se aplicam somente aos candidatos. Eleitores que produzirem ou compartilharem conteúdos irregulares utilizando inteligência artificial também poderão responder pelas violações.

“É uma restrição tanto do candidato quanto do eleitor”, destacou.

A preocupação aumenta diante da facilidade com que ferramentas de IA conseguem reproduzir vozes, imagens e falas com aparência realista. Por isso, conteúdos divulgados durante a campanha deverão observar os limites impostos pela legislação eleitoral, especialmente para evitar manipulações capazes de induzir o eleitor ao erro.

da Redação

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