
O início da reforma do Hotel Tambaú, em João Pessoa, está previsto para março de 2027, segundo o planejamento divulgado pelo grupo Ocean, antigo Grupo A. Gaspar. A execução do projeto, no entanto, ainda depende da transferência oficial da posse do empreendimento, fechado desde 2020.
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A Justiça do Rio de Janeiro determinou, na quinta-feira (22), a expedição da carta de arrematação e do mandado de imissão na posse do imóvel. Com esses documentos, o grupo empresarial potiguar poderá formalizar a aquisição e assumir fisicamente a estrutura.
A decisão foi tomada depois que o Superior Tribunal de Justiça (STJ) confirmou, em maio de 2025, a validade do segundo leilão do hotel. O empreendimento foi arrematado por R$ 40,6 milhões em fevereiro de 2021, durante o processo de falência da antiga rede hoteleira ligada ao Grupo Varig.

O empresário Ruy Gaspar afirmou que pretende investir aproximadamente R$ 100 milhões na revitalização do Hotel Tambaú. O projeto prevê a modernização da estrutura e a retomada das atividades de hospedagem.
Ainda não existe uma data definitiva para a reabertura. A expectativa mencionada pelo empresário é que o hotel volte a receber hóspedes durante o réveillon entre 2027 e 2028, mas esse prazo dependerá do andamento das obras.
A posse do imóvel é o principal passo pendente para o avanço do projeto. A carta de arrematação comprova os direitos decorrentes da compra judicial, enquanto o mandado de imissão permite que o adquirente assuma o controle do empreendimento.
A decisão também estabeleceu que eventuais pedidos de indenização relacionados ao período de ocupação do hotel ou a melhorias realizadas no local não serão avaliados no processo de falência. Essas reivindicações deverão ser apresentadas em ações específicas na Justiça comum.
A disputa envolvendo o Hotel Tambaú começou após a tentativa de venda do empreendimento para quitar dívidas da Rede Tropical de Hotéis. Em outubro de 2020, o Grupo A. Gaspar havia apresentado a maior oferta no primeiro leilão, de R$ 40,02 milhões, mas desistiu do negócio.
O jornalista e advogado Rui Galdino, que havia ficado em segundo lugar com um lance de R$ 40 milhões, contestou posteriormente o valor registrado e alegou que sua proposta era de R$ 15 milhões. Diante das divergências e do descumprimento das obrigações financeiras, a Justiça determinou a realização de um novo leilão.
A empresa paraibana Ampar Hotelaria também passou a questionar judicialmente a venda e reivindicou direitos relacionados ao primeiro leilão. Em 13 de maio de 2025, porém, a Quarta Turma do STJ decidiu por unanimidade validar a segunda arrematação, considerando que a nova disputa foi necessária devido ao descumprimento das condições da primeira tentativa.
Projetado pelo arquiteto Sérgio Bernardes e inaugurado na década de 1970, o Hotel Tambaú é um dos principais símbolos arquitetônicos e turísticos de João Pessoa. Construído à beira-mar, o empreendimento tem formato circular, 173 apartamentos e áreas internas de convivência e jardins.
O hotel encerrou as atividades em 2020 e permanece fechado desde então. A retomada do funcionamento depende agora da conclusão das formalidades judiciais, da transferência da posse e da execução do projeto de recuperação.
da Redação




