Policial

Morte de advogado em piscina comove a cidade de Patos; suspeita é de mal súbito

A cidade de Patos, no Sertão paraibano, foi surpreendida na manhã desse sábado (28) com a notícia do falecimento do advogado Clodoaldo Pereira Vicente de Souza, de 48 anos. O profissional foi encontrado sem vida dentro da piscina de sua residência, localizada no bairro da Maternidade. De acordo com relatos iniciais, Clodoaldo havia chegado em casa na noite de sexta-feira (27), por volta das 23h, acompanhado da esposa, e o casal teria ido dormir normalmente. A fatalidade só foi descoberta ao amanhecer, quando a mulher sentiu a ausência do marido e iniciou uma busca pelos cômodos do imóvel.

Um detalhe intrigante chamou a atenção das autoridades: o advogado foi encontrado totalmente vestido, utilizando óculos e com o aparelho celular ainda no bolso. Esse cenário reforça a hipótese de que não houve uma intenção prévia de entrar na água, sugerindo um evento súbito. Equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) foram acionadas rapidamente, mas, ao chegarem ao local, puderam apenas constatar o óbito. Policiais militares e civis realizaram os primeiros levantamentos na cena para descartar indícios de violência.

A principal linha de investigação trabalha com a suspeita de que Clodoaldo tenha sofrido um mal súbito, possivelmente um infarto, o que teria provocado sua queda acidental na piscina. Informações preliminares de pessoas próximas indicam que o advogado vinha enfrentando problemas recentes de pressão arterial, fator que pode ter contribuído para o colapso. O corpo foi encaminhado ao Núcleo de Medicina e Odontologia Legal (Numol) para a realização da necropsia, que determinará a causa exata da morte.

Natural de Piancó, Clodoaldo Pereira construiu uma sólida trajetória em Patos, onde residia desde a infância. Formado em Direito no final da década de 1990, ele acumulava mais de duas décadas de atuação na advocacia sertaneja, sendo uma figura respeitada entre os colegas de profissão e a sociedade local. A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) na região deve se manifestar sobre a perda do profissional, que deixa um legado de dedicação à justiça no Sertão.

da Redação

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