Política

Ministra Marina Silva pode deixar Rede e retornar ao PT

A mudança nas regras internas aumenta a possibilidade de Marina Silva  (Rede Sustentabilidade) deixar a legenda que ajudou a fundar, sacramentando uma negociação que corre há meses nos bastidores. O movimento de Marina passa por negociações com o PT, seu antigo partido, para uma possível candidatura no ano que vem.

Marina gostaria de disputar o Senado, mas parte do PT defende que ela fique na disputa da Câmara, alternativa, por enquanto, descartada pela ministra do Meio Ambiente. Marina também conversa com o PSB e o PSOL sobre uma possível filiação.

No entorno do presidente Lula, que deu aval à articulação para Marina retornar ao PT, uma ideia é a montagem de uma chapa forte em São Paulo, com Marina e Simone Tebet disputando o Senado, e Fernando Haddad na corrida pelo Palácio dos Bandeirantes.

A articulação, entretanto, ainda esbarra na resistência de Haddad de concorrer. Lula e o ministro devem ter em breve uma nova conversa sobre o assunto. O destino de Haddad será o primeiro passo para a retomada das conversas com Marina.

Na última quinta-feira (18), o grupo alinhado a Marina na Rede divulgou uma nota, com fortes críticas à atual direção.

O motivo foi a confirmação de mudanças no estatuto da sigla, que aumentam a centralização de poder da atual direção. No longo texto, o grupo critica medidas como intervenções nos diretórios regionais e destituição e expulsão de dirigentes. A avaliação do grupo é que as novas regras dificultam uma candidatura da própria ministra.

“Trata-se da consolidação de um projeto de captura institucional, que verticaliza o partido, concentra poder na Executiva Nacional, enfraquece a autonomia de estados e municípios, reduz direitos dos filiados, discrimina mandatos e fragiliza a democracia interna”, diz o texto.

com CNN Brasil

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