Marcos Henriques critica saída de Flávio Bolsonaro do Brasil e atribui vitória de Lula à mobilização popular

O vereador de João Pessoa Marcos Henriques (PT) classificou como “covardia” a saída do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) do Brasil após a derrota no segundo turno da eleição presidencial do último domingo (25). A declaração foi dada nesta quarta-feira (28), durante entrevista à TV Arapuan.
Flávio deixou o Brasil acompanhado da esposa e das duas filhas. A família atravessou a fronteira por Foz do Iguaçu, no Paraná, passou pela Argentina e pelo Equador e, depois, seguiu para os Estados Unidos.
“Mostra a covardia de um cara que disse que não ia sair do Brasil, como a própria reportagem mostrou, e saiu”, afirmou Marcos. O vereador também citou investigações envolvendo o senador e questionou a decisão de deixar o país.
“Ele estava sendo investigado, motivo pelo qual a Polícia Federal pediu que fosse cassado seu passaporte. Ele não deu o passaporte e preferiu fugir. Agora, a pergunta que eu queria fazer ao telespectador: se você fosse inocente, você fugiria?”, declarou.
Durante a entrevista, Marcos comparou a atitude de Flávio com a postura de Luiz Inácio Lula da Silva, que permaneceu no Brasil durante o período em que esteve preso. Segundo o vereador, o senador deveria ter ficado no país para responder às autoridades e liderar a oposição ao novo governo.
“Ele devia ficar para dialogar, para poder liderar a oposição ao presidente Lula, mas preferiu se acovardar e saiu dizendo que existe perseguição política”, disse.
Marcos também rejeitou a alegação de perseguição política. “Não existe perseguição política. Existe a Justiça sendo feita, investigando, punindo e prendendo as pessoas que fazem coisas erradas, que roubam, que defendem milícias, que defendem a ditadura militar e que defendem o golpe”, afirmou.
Sobre a vitória de Lula, o vereador disse que o resultado foi impulsionado por uma mobilização social ampla, com a participação de estudantes, trabalhadores e idosos. Na avaliação dele, eleitores de diferentes gerações assumiram a responsabilidade de impedir a volta do bolsonarismo ao poder.
“A candidatura do presidente Lula teve uma mobilização social como se nunca tivesse existido no nosso país”, afirmou. “A mobilização social foi o principal fator para essa virada. As pessoas pegaram para si a responsabilidade de não entregar o Brasil ao miliciano, de não entregar o Brasil à antipolítica.”
Marcos avaliou que o próximo mandato de Lula deverá priorizar programas sociais, saúde, educação e habitação. Ele citou o Minha Casa, Minha Vida, a Farmácia Popular, o Pé-de-Meia, o Sistema Único de Saúde (SUS) e os institutos federais como políticas que, segundo ele, representam a diferença entre os governos petistas e a administração anterior.
O vereador também defendeu a discussão sobre a tarifa zero no transporte coletivo para cidades com mais de 100 mil habitantes. Para ele, a proposta exigirá diálogo com o Congresso Nacional e revisão de incentivos fiscais.
Ao final da entrevista, Marcos disse esperar que Lula governe com foco na soberania nacional e na defesa da democracia. “Vamos olhar o presidente Lula passar esses quatro anos governando o nosso país com soberania e defendendo a nossa democracia”, declarou.
da Redação




