Dia a Dia

João Pessoa atinge quase 70% da média de chuvas para maio em apenas dois dias

A capital paraibana João Pessoa registrou, em um intervalo de apenas 48 horas entre a última sexta-feira (1º) e esse sábado (2), um acumulado de 196 milímetros de chuva, o que corresponde a 69,5% da média histórica para todo o mês de maio. Segundo dados da Defesa Civil Municipal, esse volume severo provocou a interdição total de sete imóveis, deslizamentos de barreiras nos bairros São José e Cruz das Armas, além do transbordamento dos rios Jaguaribe e Gramame. Na comunidade Engenho Velho, 46 pessoas precisaram ser encaminhadas para um abrigo temporário no Ginásio Ivan Cantisani, enquanto a prefeitura estabeleceu pontos de arrecadação de donativos no Centro de Cooperação da Cidade, no Centro Cultural Tenente Lucena e nos shoppings Mangabeira e Manaíra.

Em todo o estado, as chuvas históricas já afetam mais de 16 mil pessoas, com registros de 703 desabrigados e centenas de desalojados em diversos municípios. A cidade de Bayeux concentra o cenário mais grave, com cerca de 12 mil atingidos, mas os danos se espalham por outras regiões, como em Ingá, onde o transbordamento de um rio destruiu parte de uma ponte e isolou uma ala da cidade, e em Lagoa Seca, onde o rompimento de barragens na zona rural causou destruição material e exigiu resgates. Na infraestrutura viária, a rodovia PB-032, que dá acesso a Pedras de Fogo, foi totalmente interditada após a abertura de uma cratera.

Diante da crise, o Ministério Público da Paraíba instituiu um gabinete de crise para coordenar as ações de enfrentamento aos desastres, enquanto equipes da Defesa Civil Nacional chegam ao estado neste domingo (3) para prestar apoio técnico e agilizar recursos de assistência humanitária. No interior, o clima é de luto após a morte de dois homens em Guarabira, vítimas de choque elétrico durante a montagem de uma estrutura de corrida de rua sob forte chuva. Em João Pessoa, o descontentamento com a infraestrutura urbana motivou protestos de moradores no bairro Muçumagro, que cobraram soluções definitivas para o problema das enchentes na região.

da Redação

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