Política

Bolsonaro deixa UTI e migra para prisão domiciliar após decisão de Alexandre de Moraes

O ex-presidente Jair Bolsonaro recebeu alta da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do hospital DF Star, em Brasília, na tarde desta terça-feira (24). A melhora no quadro clínico ocorre poucas horas após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizar a progressão do ex-mandatário para o regime de prisão domiciliar humanitária por um período inicial de 90 dias. Bolsonaro trata uma pneumonia bacteriana bilateral decorrente de broncoaspiração e segue em observação em um leito de enfermaria.

Leia mais: Alexandre de Moraes autoriza prisão domiciliar para Jair Bolsonaro por 90 dias

Segundo boletim médico divulgado nesta terça-feira (24), apesar de apresentar melhora clínica, ele segue no hospital com antibioticoterapia endovenosa, suporte clínico e fisioterapia respiratória e motora. Não há previsão de alta hospitalar.

O documento é assinado pelo cirurgião-geral Cláudio Birolini; pelos cardiologistas Leandro Echenique e Brasil Caiado; pelo gerente médico, Wallace S. Padilha; e pelo diretor-geral do hospital, Allisson Barcelos Borges.

Prisão domiciliar
A decisão de Moraes, que contou com o aval da Procuradoria-Geral da República (PGR), estabelece que o prazo da prisão domiciliar só começará a ser contado a partir da alta hospitalar definitiva. O ex-presidente, que cumpre pena de 27 anos e 3 meses por tentativa de golpe de Estado e outros crimes, estava detido no Complexo Penitenciário da Papuda até ser internado no dia 13 de março com febre alta e baixa saturação de oxigênio.

Com a migração para o regime domiciliar, Bolsonaro deverá seguir regras rigorosas de monitoramento. O ministro determinou o uso compulsório de tornozeleira eletrônica e a proibição total de acesso a redes sociais ou qualquer comunicação externa, seja de forma direta ou por terceiros. Além disso, as visitas à sua residência estão suspensas, sendo permitida apenas a entrada de familiares próximos, advogados e da equipe médica cadastrada.

A vigilância do imóvel será realizada pela Polícia Militar, e o descumprimento de qualquer uma das cautelares resultará no retorno imediato ao regime fechado na Papudinha. Ao final dos 90 dias, o STF realizará uma nova perícia médica oficial para decidir se o ex-presidente voltará à unidade prisional ou se o benefício humanitário será prorrogado.

da Redação

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