Advogado é preso em flagrante suspeito de levar celular e droga a preso em Bayeux

Um advogado foi preso em flagrante na tarde desta quinta-feira (26) suspeito de tentar entregar material ilícito a um detento dentro da unidade prisional de Bayeux, na Região Metropolitana de João Pessoa. A ocorrência é investigada pela Polícia Civil.
De acordo com as informações repassadas pelas autoridades, o profissional participou de atendimentos a presos na cadeia pública e, durante uma das entrevistas, teria repassado um pacote ao cliente. A movimentação chamou a atenção da coordenação da unidade, que percebeu comportamento considerado atípico.
Após o encontro, agentes penitenciários realizaram revista no detento e localizaram uma embalagem contendo um aparelho celular, carregador, chips telefônicos e porções de maconha já fracionadas. O material foi apreendido.
Segundo o delegado João Paulo Amazonas, responsável pelo caso, o advogado esteve na unidade para atender três clientes e foi surpreendido no momento da entrega. Ele foi conduzido à delegacia de Bayeux, onde prestou depoimento.
Em uma das versões apresentadas, o suspeito alegou ter sido coagido por um homem armado a entregar o pacote ao preso. A justificativa, conforme a polícia, não foi considerada convincente. Em novo interrogatório, o advogado optou por permanecer em silêncio, direito assegurado pela legislação.
A Polícia Civil informou que ele poderá responder por tráfico de drogas, associação para o tráfico e outros crimes que ainda serão definidos no decorrer da investigação. O delegado já solicitou a conversão da prisão em flagrante para prisão preventiva, diante da gravidade dos fatos.
Por se tratar de integrante da advocacia, representantes da Comissão de Prerrogativas da Ordem dos Advogados do Brasil na Paraíba (OAB-PB) acompanharam os procedimentos na delegacia. Pela legislação, advogados só podem ser presos em caso de flagrante, situação que, segundo a polícia, ficou caracterizada.
O suspeito permanece detido e deverá passar por audiência de custódia. A investigação também apura se houve outras tentativas de entrada de material ilícito na unidade prisional.
da Redação




