
Diferentemente dele, outros quatro senadores do PL se ausentaram da votação e, por isso, não se manifestaram formalmente sobre o projeto. Foram eles:
- Ciro Nogueira (Progressistas-PI), ex-ministro da Casa Civil do governo Bolsonaro;
- Marcio Bittar (PL-AC), senador reeleito pelo Acre em 2026;
- Sergio Moro (PL-PR), ex-ministro da Justiça do governo Bolsonaro e governador eleito do Paraná no primeiro turno de 2026;
- Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro e autor de uma proposta alternativa.
Além deles, o senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) também não votou porque é o presidente do Senado e deve ficar fora, seguindo o regramento da casa, já que ele está conduzindo todos os trabalhos da votação.
Fim da escala 6×1
Em nota, Moro justificou a abstenção dizendo que acredita que um “tema tão sensível como a alteração da jornada de trabalho” precisava ter sido mais discutido antes de uma decisão por mudança. “Sempre defendi que um tema tão sensível como a alteração da jornada de trabalho, com impactos diretos sobre trabalhadores, empresas e a economia, fosse discutido com amplitude, profundidade e diálogo. O período eleitoral não é o momento adequado para esse debate. Por esse motivo, optei por não votar a proposta da assim denominada PEC 6 por 1”, escreveu.
Sempre defendi que um tema tão sensível como a alteração da jornada de trabalho, com impactos diretos sobre trabalhadores, empresas e a economia, fosse discutido com amplitude, profundidade e diálogo.
O período eleitoral não é o momento adequado para esse debate.
Por esse motivo, optei por não votar a proposta da assim denominada PEC 6 por 1.— Sergio Moro (@SF_Moro) October 15, 2026
Bittar não explicou por que se absteve, mas, nas redes sociais, usou a aprovação da PEC para fazer campanha em favor de Flávio Bolsonaro e em comemoração como se ele tivesse votado “sim”. “O fim da escala 6×1 foi aprovado no Senado! Tudo porque teve apoio do nosso futuro presidente Flávio Bolsonaro. Agora o trabalhador terá mais tempo para descansar! Vote em quem pensa no trabalhador”, escreveu no X.
O fim da escala 6×1 foi aprovado no senado! Tudo porque teve apoio do nosso futuro presidente Flávio Bolsonaro.
Agora o trabalhador terá mais tempo para descansar!
Vote em quem pensa no trabalhador. Vote Flávio Bolsonaro 22!
#FlavioBolsonaro #Escala6x1 #Vote22 #MarcioBittar https://t.co/WGDgczPz9Z
— Senador Marcio Bittar (@marciombittar) October 15, 2026
Já Rogério Marinho é defensor de uma PEC que ele mesmo propôs, segundo a qual o trabalhador deveria ser remunerado por hora trabalhada, e não uma escala de 44 ou 40 horas fixas e direitos garantidos, como o salário mínimo. O projeto é defendido também por Flávio Bolsonaro. Marinho não justificou sua ausência, mas, recentemente, no dia 6 de outubro, ele passou mal e foi internado — recebeu alta no dia seguinte.
Ciro Nogueira, que não conseguiu se reeleger para os próximos oito anos, não fez nenhum comentário público sobre sua ausência.
com Veja.com.br




