Raphaella Brilhante relata que agressões começaram após casamento com cantor João Lima

A médica e influenciadora digital Raphaella Brilhante afirmou que as agressões que sofreu do cantor João Lima tiveram início após o casamento. A declaração foi feita em uma nota publicada nas redes sociais nesse domingo (1º), na qual ela detalha parte da convivência marcada por violência e ameaças.
No texto, Raphaella relata que jamais teria oficializado a união se tivesse consciência dos riscos que enfrentaria. Segundo ela, o ambiente de medo e intimidação dificultava qualquer tentativa de rompimento. “Não é simples ir embora quando se está sob ameaça”, escreveu.
A influenciadora também destacou que, ao longo do relacionamento, passou a viver sob constante insegurança, o que impactou diretamente sua saúde emocional e sua rotina pessoal e profissional.
Confira a nota na íntegra:
Hoje eu não estou aqui só por mim.
Estou aqui por todas as mulheres que, em algum momento da vida, sentiram medo dentro de uma relação que deveria ser amor.
Eu sobrevivi a uma violência que não desejo a ninguém. Ainda estou em processo de cura. Mas escolhi não deixar que essa dor termine em silêncio, nem me paralise.
Quero esclarecer algo importante, com respeito e verdade: as agressões não existiam antes do casamento. Elas começaram após o casamento e duraram exatamente os dois meses em que estive casada, um casamento que hoje está anulado na igreja.
Durante o namoro, eu nunca havia sido agredida fisicamente. Eu tenho uma filha pequena e jamais teria me casado se soubesse que minha vida estaria em risco.
Também preciso dizer algo que muitas mulheres entendem, mas poucas conseguem explicar: não é simples “ir embora” quando se está sob ameaça.
Tenho recebido apoio de uma corrente linda de mulheres e de homens de verdade: homens e mulheres que respeitam, protegem e caminham ao lado.
É com a força de vocês que estou me levantando.
Hoje eu entendo que minha missão vai além da medicina. Também é sobre ajudar outras mulheres a reconhecer sinais, a não normalizar o medo, e a ensinar meninas e crianças, desde cedo, que isso não é amor.
Essa luta é por mim.
Por você.
Por todas nós.
Toda minha gratidão a Deus por eu ter sobrevivido e por estar me sustentando e usando cada um de vocês pra me ajudar no processo de cura.
Com amor, Rapha.
O cantor segue preso no Presídio do Róger, em João Pessoa, desde a segunda-feira (26), após ter a prisão decretada no âmbito de uma investigação por violência doméstica.
A defesa do artista já havia divulgado anteriormente que ele pretende colaborar com as investigações, enquanto a Justiça mantém em vigor as medidas protetivas em favor da vítima.
O caso segue sob apuração das autoridades e reacende o debate sobre violência contra a mulher, especialmente em relacionamentos marcados por dependência emocional e ameaças, que dificultam a denúncia e o afastamento das vítimas.
Organizações e órgãos de proteção reforçam que mulheres em situação de risco podem buscar apoio por meio do telefone 180, da Central de Atendimento à Mulher, além das delegacias especializadas e canais da Polícia Civil.
da Redação




