
O atacante Vinicius Júnior admitiu que os últimos resultados não colocam a Seleção Brasileira como uma das favoritas para a Copa do Mundo, mas o jogador aposta no peso da camisa para uma campanha de sucesso no Mundial.
No ciclo para a Copa de 2026, o Brasil teve diferentes técnicos, resultados negativos e uma campanha irregular nas Eliminatórias sul-americanas, terminando na quinta colocação.
A escolha do italiano Carlo Ancelotti para comandar o time foi a tentativa de salvar um ciclo instável para a Seleção cinco vezes campeã do mundo.
“Acredito que não é a favorita pelos resultados que tivemos. Mas o peso da camisa, peso dos jogadores que temos aqui. Só faltava encaixar, depois que o Ancelotti chegou temos uma ideia melhor de jogo”, declarou o jogador a jornalistas nos Estados Unidos.
“Ele tira muito o peso de nós. É fazer de tudo para colocar o Brasil no topo mais uma vez. Não queremos o favoritismo, quer colocar o Brasil no topo”, completou o jogador do Real Madrid (Espanha).
O Brasil enfrenta a poderosa França na próxima quinta-feira (26), em Boston, e a Croácia, na próxima terça-feira (31), em Orlando.
O atacante do Real é uma das esperanças do Brasil no Mundial que será disputado em junho e julho nos EUA, no México e no Canadá.
“Imagino que todo mundo queira que eu seja um dos protagonistas. Eu estou preparado para todos os desafios da minha carreira. Já joguei uma Copa do Mundo, não quero voltar a perder. Tenho trabalhado muito em casa, não quero lesionar”, disse.
“Tem o Raphinha, tem o João Pedro. Os mais novos que estão chegando, Endrick, Estêvão. Está todo mundo preparado […] nas últimas temporadas eu fui um dos melhores, Raphinha também”, acrescentou.
Antes da convocação para os amistosos, a última antes da lista oficial para a Copa, o Brasil viveu a expectativa da possível volta de Neymar à Seleção, mas Ancelotti preferiu deixá-lo de fora alegando questões físicas.
“A cobrança pelo Ney é normal. Sou suspeito para falar, o Ney é um dos meus ídolos. Ele está fazendo de tudo para estar 100%, para voltar para a Seleção […]. Agora a decisão cabe ao treinador, mas nós jogadores sempre queremos jogar com os melhores”, afirmou Vini Júnior.
Quatro atacantes
Em entrevista coletiva nesta quarta-feira (25), Ancelotti disse que seu modelo de time é formado por quatro atacantes e deixou claro que quer a Seleção com algumas características bem alinhadas: equilíbrio, atitude e qualidade.
“Nestes meses eu tenho pensado qual é o melhor modelo de jogo para a equipe, tendo em conta as características dos jogadores. Pensamos que o modelo de jogo que queremos planejar é com quatro na frente”, afirmou o treinador, segundo divulgação da Confederação Brasileira de Futebol (CBF).
Para o jogo contra a França, ele adiantou que o zagueiro Marquinhos não atuará, por causa de dores na região do quadril, e que espera contar com o atleta no amistoso seguinte, contra a Croácia.
Ancelotti não quis confirmar a escalação da equipe para o confronto com a França, mas abriu exceção ao revelar o nome de três dos quatro defensores: Wesley, Léo Pereira e Douglas Santos.
Agência Brasil