
Veículos de luxo de Hytalo Santos, avaliados em R$ 4,8 milhões, vão a leilão na Paraíba
Cinco veículos de luxo ligados ao influenciador Hytalo Santos serão leiloados nesta segunda-feira (14), na Paraíba. Os bens, que incluem uma McLaren e um Tesla, estão avaliados em conjunto em R$ 4,8 milhões.
O leilão será realizado por uma empresa especializada e ocorre no âmbito de um processo que tramita na Justiça do Trabalho sob segredo de Justiça. O pregão estava inicialmente marcado para 31 de agosto, mas foi adiado por determinação judicial.
Bens incluídos no leilão
A McLaren é o item de maior valor, seguida pelo Tesla, veículo produzido pela empresa do empresário Elon Musk.
Justificativa para a venda antecipada
O Tribunal Regional do Trabalho da 13ª Região (TRT-13) informou que os veículos foram levados a leilão porque podem sofrer desvalorização e desgaste físico com o passar do tempo, especialmente em razão da falta de uso regular.
O tribunal também sustentou que a legislação permite a venda antecipada de bens penhorados quando existe risco de deterioração ou perda de valor.
Ainda não foi informado qual será a destinação do dinheiro arrecadado com o pregão.
Defesa afirma que valores ficarão depositados em juízo
O advogado Julio Camargo, que representa Hytalo Santos, afirmou que o leilão não tem caráter de punição, mas busca preservar o patrimônio dos clientes.
Segundo a defesa, os valores eventualmente obtidos permanecerão depositados judicialmente e serão corrigidos monetariamente. O advogado declarou ainda que o dinheiro deverá ser devolvido integralmente a Hytalo Santos e a Israel Vicente, marido do influenciador, caso os pedidos apresentados no processo sejam julgados improcedentes.
Processos envolvendo o influenciador
Hytalo Santos e Israel Vicente estão presos na Penitenciária Desembargador Flósculo da Nóbrega, conhecida como Presídio do Roger, em João Pessoa.
Os dois foram condenados pela Justiça Criminal por produção de conteúdo pornográfico envolvendo menores de idade.
Além desse processo, o casal responde a uma ação independente na Justiça do Trabalho. Nesse caso, são réus por acusações que incluem tráfico de pessoas para exploração sexual e submissão a condições análogas à escravidão.
da Redação