
A morte recente de dois operários em canteiros de obras localizados no bairro de Mangabeira, na Capital, e no município de Santa Rita, na Grande João Pessoa, reacendeu o debate técnico sobre a rigorosa observância das normas de segurança do trabalho na Região Metropolitana de João Pessoa. Informações apuradas sobre os dois acidentes indicam que os trabalhadores não faziam o uso dos Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) recomendados para as tarefas executadas, cenário que culminou em óbitos evitáveis.
Em análise sobre os casos, o conselheiro do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia da Paraíba (Crea-PB), Leudson Júnior, pontuou que a mitigação de sinistros laborais exige planejamento prévio e cumprimento estrito dos normativos técnicos. O especialista frisou que, embora cruciais, os EPIs, como capacetes, luvas isolantes, óculos e cintos de segurança para trabalho em altura, atuam como a última barreira defensiva do trabalhador, devendo ser antecedidos por medidas de Proteção Coletiva (EPC), a exemplo da instalação de dispositivos Diferencial Residual (DR) em redes elétricas e da elaboração do Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR).
A ocorrência de choques elétricos em locais elevados frequentemente resulta em quedas com múltiplos traumas, agravando o quadro das vítimas. Diante das ocorrências registradas na região metropolitana, o Crea-PB reforça a responsabilidade compartilhada entre contratantes e executores no cumprimento das exigências de segurança, na contratação de profissionais habilitados e no mapeamento antecedente dos riscos para preservar vidas no setor da construção civil.
da Redação