
O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) atualizou, nesta segunda-feira (6), o cadastro de empregadores que submeteram trabalhadores a condições análogas à escravidão no Brasil. Na Paraíba, 18 nomes, entre pessoas físicas e jurídicas, figuram na lista por casos registrados entre 2020 e 2025. O levantamento aponta que as atividades com maior recorrência de irregularidades no estado são a extração em pedreiras e a construção civil.
De acordo com o documento oficial, a capital João Pessoa lidera o número de registros no estado, com sete casos, seguida por Campina Grande (3), Cabedelo (3), Taperoá (2) e Tacima (1). No cenário nacional, a atualização incluiu 169 novos empregadores, representando um aumento de 6,28% em comparação ao balanço anterior. Por outro lado, 225 nomes foram excluídos em todo o país após cumprirem o período de dois anos de permanência no cadastro, conforme as regras do ministério.
Em resposta à divulgação, o Sindicato da Indústria da Construção Civil da Paraíba (Sinduscon-PB) emitiu uma nota de repúdio, classificando a inclusão das empresas do setor como “arbitrária e indevida”. A entidade afirmou que as acusações são improcedentes e que os associados já adotaram medidas judiciais para contestar a permanência no cadastro. O sindicato reforçou que não compactua com práticas de trabalho degradante e que busca a reparação do que chamou de “absurdo administrativo”.
A “lista suja” é um instrumento de transparência publicado semestralmente para dar visibilidade às fiscalizações de combate ao trabalho escravo. Para fortalecer o monitoramento, o Governo Federal disponibiliza o Sistema Ipê, canal oficial e anônimo para denúncias de violações trabalhistas. Através da plataforma, qualquer cidadão pode fornecer informações que auxiliem a Secretaria de Inspeção do Trabalho a identificar e fiscalizar locais suspeitos de manter trabalhadores em condições desumanas.
da Redação