
Uma pesquisa recente do Cetic.br, vinculada ao Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), revela que 70% dos estudantes do Ensino Médio que utilizam a internet recorrem a ferramentas de inteligência artificial generativa, como ChatGPT e Gemini, para realizar pesquisas escolares. Apesar da frequência, apenas cerca de um terço dos alunos recebe orientação sobre uso seguro e eficiente dessas tecnologias.
O levantamento mostra diferenças entre etapas de ensino: 15% dos alunos dos anos iniciais do Ensino Fundamental e 39% dos anos finais utilizam IA para estudar. No total, 37% dos estudantes do Ensino Fundamental e Médio fazem uso desse tipo de recurso.
Além da IA, os estudantes recorrem a diversos recursos digitais: 74% acessam sites de busca, 72% assistem vídeos em aplicativos e canais educativos, 86% buscam explicações sobre conteúdos que não compreendem e 84% pesquisam para trabalhos escolares.
Segundo a coordenadora do CGI, Renata Mielli, o uso precoce dessas tecnologias sem mediação adequada pode gerar desinformação, vieses e interferir na formação acadêmica dos alunos.
A pesquisa também aponta limitações na formação docente: 54% dos professores participaram de atividades voltadas ao uso de tecnologias digitais no último ano, mas apenas 59% receberam instrução específica sobre IA. Cursos sobre criação de materiais didáticos, adaptação de atividades, segurança digital e educação midiática foram realizados por parte do corpo docente, mas ainda de forma desigual entre redes e escolas.
O estudo reforça a necessidade de estratégias pedagógicas e formação continuada para professores, garantindo que o uso da IA no ambiente escolar seja seguro e educativo.
da Redação