
O sistema prisional paraibano entrou em alerta máximo após a descoberta de uma arrojada manobra jurídica fraudulenta que mirava a soltura de lideranças do crime organizado. Servidores da Penitenciária de Segurança Máxima Dr. Romeu Gonçalves de Abrantes, o complexo PB1 e PB2, em João Pessoa, conseguiram interceptar alvarás de soltura falsificados que haviam sido enviados por meio do Malote Digital do Conselho Nacional de Justiça. Os documentos simulavam autorizações emitidas pela Vara de Execuções Penais e contavam com assinaturas forjadas dos magistrados Andrea Arcoverde Cavalcanti Vaz e Carlos Neves.
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A tentativa de fraude não é um caso isolado e expõe o avanço tecnológico do crime organizado para driblar o sistema de justiça. De acordo com o secretário de administração penitenciária do estado, Tércio Chaves, a Paraíba já registrou 13 episódios semelhantes desde o último mês de dezembro. A alta semelhança das falsificações com as estruturas oficiais levanta a forte suspeita de que os criminosos estejam utilizando mecanismos de Inteligência Artificial para replicar os modelos do Poder Judiciário. Apesar do alto nível de sofisticação visual, os protocolos humanos e técnicos de dupla checagem da polícia penal identificaram as inconsistências a tempo, impedindo que os detentos de alta periculosidade ganhassem a liberdade.
O plano foi desmascarado no momento em que os internos foram chamados ao setor administrativo para assinar os respectivos termos de liberação. Diante da desconfiança dos agentes de plantão, os juízes titulares foram consultados e desmentiram a autoria dos despachos. Como resposta imediata, o Tribunal de Justiça da Paraíba ingressou com um pedido formal junto à Secretaria de Segurança Pública para a designação de um delegado especial. Uma investigação criminal rigorosa vai mapear se houve vazamento de credenciais de servidores federais ou invasão de sistemas digitais, enquanto uma sindicância interna avalia as punições disciplinares aos apenados envolvidos.
Confira abaixo o perfil e o papel estratégico das lideranças criminosas que seriam beneficiadas pela fraude:
da Redação
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