Saiba quem são os sete faccionados que seriam beneficiados com esquema de alvarás falsificados na Paraíba

O sistema prisional paraibano entrou em alerta máximo após a descoberta de uma arrojada manobra jurídica fraudulenta que mirava a soltura de lideranças do crime organizado. Servidores da Penitenciária de Segurança Máxima Dr. Romeu Gonçalves de Abrantes, o complexo PB1 e PB2, em João Pessoa, conseguiram interceptar alvarás de soltura falsificados que haviam sido enviados por meio do Malote Digital do Conselho Nacional de Justiça. Os documentos simulavam autorizações emitidas pela Vara de Execuções Penais e contavam com assinaturas forjadas dos magistrados Andrea Arcoverde Cavalcanti Vaz e Carlos Neves.

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A tentativa de fraude não é um caso isolado e expõe o avanço tecnológico do crime organizado para driblar o sistema de justiça. De acordo com o secretário de administração penitenciária do estado, Tércio Chaves, a Paraíba já registrou 13 episódios semelhantes desde o último mês de dezembro. A alta semelhança das falsificações com as estruturas oficiais levanta a forte suspeita de que os criminosos estejam utilizando mecanismos de Inteligência Artificial para replicar os modelos do Poder Judiciário. Apesar do alto nível de sofisticação visual, os protocolos humanos e técnicos de dupla checagem da polícia penal identificaram as inconsistências a tempo, impedindo que os detentos de alta periculosidade ganhassem a liberdade.

O plano foi desmascarado no momento em que os internos foram chamados ao setor administrativo para assinar os respectivos termos de liberação. Diante da desconfiança dos agentes de plantão, os juízes titulares foram consultados e desmentiram a autoria dos despachos. Como resposta imediata, o Tribunal de Justiça da Paraíba ingressou com um pedido formal junto à Secretaria de Segurança Pública para a designação de um delegado especial. Uma investigação criminal rigorosa vai mapear se houve vazamento de credenciais de servidores federais ou invasão de sistemas digitais, enquanto uma sindicância interna avalia as punições disciplinares aos apenados envolvidos.

Confira abaixo o perfil e o papel estratégico das lideranças criminosas que seriam beneficiadas pela fraude:

  • CLODOBERTO DA SILVA, Betinho – Integrante da alta cúpula do Comando Vermelho na Paraíba e braço direito de Diego dos Santos, o “Baiola” e tem, segundo dados do TJ, uma condenação somada em 27 anos, 05 meses e 28 dias de reclusão.
  • DIEGO ALEXANDRO DOS SANTOS RIBEIRO, Baiola – De acordo com informações do sistema penal é chefe do Comando Vermelho na Paraíba. Membro do conselho da facção no estado e homem de guerra, com quartel-general no Bairro do Rangel/Varjão. Tem intensificado conflitos em busca da hegemonia da facção em Bayeux e Santa Rita. Foi condenado a condenação somada em 19 anos de reclusão.
  • JOÃO BATISTA DA SILVA, Junior Pitoco – Os investigadores dizem que ele é integrante da alta cúpula da Nova Okaida e principal conselheiro da facção. Domina vasto território na capital e no interior do estado, tendo como quartel-general reconhecido a Comunidade do Timbó, nos Bancários; teve condenação somada em 08 anos de reclusão.
  • CÉLIO LUÍS MARINHO SOARES, Celio Guará – Segundo dados do sistema prisional é braço direito de Samuel Mariano, o “Samuka”, e número 2 da facção Bonde do Cangaço. Foi condenado a 19 anos de prisão.
  • VINÍCIUS BARBOSA DE LIMA, Vini – Segundo a polícia, sicário do Comando Vermelho no Rio Grande do Norte, na cidade de Nísia Floresta. Veio à Paraíba para receber suporte da facção, que se encontra enfraquecida em Nísia Floresta e localidades vizinhas em razão da guerra travada contra o Sindicato do Crime do Rio Grande do Norte. Foi condenado a 12 anos, 09 meses e 12 dias de reclusão.
  • FRANCINALDO BARBOSA DE OLIVEIRA, Vaqueirinho – Atual número 1 da facção Nova Okaida, segundo dados do sistema prisional, conhecido como presidente da facção. Cabe a ele ditar os passos estratégicos da organização em todo o estado da Paraíba e tem condenação somada em 27 anos, 05 meses e 28 dias de reclusão.
  • SAMUEL MARIANO DA SILVA, Samuka – De acordo com os investigadores, é chefe e fundador da facção Bonde do Cangaço, que atua principalmente na região do Conde, Alhandra, Mata Redonda, Pedras de Fogo, Pitimbu e Itambé/PE. Formou aliança com o Comando Vermelho para a guerra declarada contra a Nova Okaida e o PCC no estado. Ele tem condenação somada em 36 anos e 06 meses de reclusão.

da Redação

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