Próximo adversário do Brasil na Copa superou jejum de 52 anos sem disputar competição

A seleção do Haiti chega à Copa do Mundo de 2026 com o status de grande surpresa das Eliminatórias da Concacaf e uma das histórias de maior superação desta edição do torneio. Sob o comando técnico do francês Sébastien Migné, o país caribenho encerrou um hiato de 52 anos longe do principal palco do futebol mundial, garantindo vaga com uma rodada de antecedência ao liderar de forma invicta um quadrangular decisivo que continha Costa Rica, Honduras e Nicarágua.

A atual equipe, apelidada de “Os Granadeiros”, não conta com estrelas do primeiro escalão internacional, mas aposta em um grupo competitivo, caracterizado pela intensidade tática e pela força física de atletas que atuam em ligas dos Estados Unidos, França e Bélgica. O principal pilar técnico e referência ofensiva do elenco é o centroavante Frantzdy Pierrot, acompanhado pelo volante Danley Jean Jacques, peça responsável pela transição de jogadas e organização no meio-campo.

Historicamente, o futebol haitiano tem como maior orgulho a sua única participação anterior em Copas, ocorrida em 1974 na Alemanha Ocidental. Naquela ocasião, mesmo eliminada na primeira fase, a seleção imortalizou o atacante Emmanuel Sanon, único atleta do país a marcar gols em um Mundial, quebrando uma invencibilidade histórica do lendário goleiro italiano Dino Zoff. Em 2026, ocupando a 85ª colocação do ranking da Fifa, os caribenhos buscam pontuar no equilibrado Grupo C contra a Seleção Brasileira na Filadélfia para manter o sonho inédito de alcançar as oitavas de final.

da Redação

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