
A classificação da Seleção Brasileira para as oitavas de final da Copa do Mundo virou palco para debates políticos entre parlamentares e pré-candidatos bolsonaristas na Paraíba. Lideranças da direita aproveitaram a numeração das camisas dos atletas em campo para fazer alusões partidárias e brincar com os cenários eleitorais de 2026.
O deputado federal Cabo Gilberto (PL) direcionou críticas ao lateral-direito Danilo, que utiliza a camisa de número 13, associando o número ao passe equivocado que gerou o gol da seleção do Japão. Por outro lado, o parlamentar exaltou o atacante Gabriel Martinelli, que veste a camisa 22 e foi o autor do gol da virada brasileira, definindo o número como o salvador do país no torneio mundial.
Seguindo a mesma linha, o ex-ministro da Saúde e pré-candidato ao Senado, Marcelo Queiroga (PL), utilizou suas redes sociais para ironizar o desfecho da partida em Houston, nos Estados Unidos. O médico ressaltou que o responsável por garantir a classificação do Brasil estava usando a numeração que historicamente representa a sua legenda política, afirmando que o contexto dispensava maiores comentários.
O pré-candidato ao Governo do Estado, senador Efraim Filho (PL), endossou as manifestações dos colegas de partido e chamou a atenção para o que considerou coincidências simbólicas na partida. O congressista declarou na internet que os sinais estavam evidentes e celebrou o protagonismo do número 22 na definição do avanço brasileiro no mata-mata.
O Brasil assegurou a vaga na próxima etapa da competição após reverter o placar contra os japoneses, que saíram na frente com um gol de fora da área de Kaishu Sano após falha defensiva na saída de bola. O volante Casemiro igualou o marcador para o time canarinho após aproveitar o cruzamento de Gabriel Magalhães, abrindo caminho para o gol decisivo de Martinelli.
da Redação