
A Polícia Civil da Paraíba apreendeu três câmeras de monitoramento instaladas ilegalmente por uma facção criminosa na Escadaria da Penha, em João Pessoa, nesta segunda-feira (25). Os equipamentos, que estavam em pleno funcionamento fixados em postes de energia elétrica, eram utilizados por traficantes de drogas para mapear a circulação de moradores e antecipar a chegada de viaturas policiais nas comunidades da Zona Sul. A remoção do sistema clandestino foi coordenada por agentes da 9ª Delegacia Distrital e contou com o suporte técnico de eletricistas da concessionária de energia do estado, que cortaram a alimentação da fiação irregular.
De acordo com o titular da 9ª Delegacia Distrital, delegado Lucas Sá, a ofensiva contra a tecnologia do crime organizado é parte de um mapeamento contínuo na Região Metropolitana, e novas desativações estão programadas para os próximos dias. Esta já é a segunda intervenção do tipo na mesma região em um intervalo de uma semana; na segunda-feira (18), outra câmera foi removida de um poste na comunidade de Mangabeira IV, nas proximidades da Estação Elevatória de Esgotos da Cagepa, ponto que permitia aos criminosos vigiar o acesso pelas ruas Missionária Tamar Nunes e Mozart Armstrong. O aparelho recolhido foi encaminhado para a Unidade de Inteligência Policial (Unintepol) para passar por perícia técnica e extração de dados que ajudem a identificar os administradores do sinal.
A tática de vigilância eletrônica por facções tem se espalhado pelo estado, acendendo o alerta das forças de segurança pública após reportagens nacionais, como a veiculada pelo programa Fantástico em 10 de maio, revelarem que o município vizinho de Cabedelo chegou a ter 30 câmeras clandestinas conhecidas como “besouros”. Os dispositivos eram interligados a uma central de monitoramento controlada por lideranças do Comando Vermelho baseadas no Rio de Janeiro. Além da capital, o interior também registra episódios semelhantes: no dia 21 de maio, a Operação Dissidência desarticulou uma organização envolvida em homicídios e invasões territoriais na cidade de Mulungu, no Agreste, onde diversos aparelhos de filmagem também foram arrancados de vias públicas.
da Redação
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