
O Partido Liberal e o Republicanos negociam uma coligação nacional, com prazo de definição estabelecido até o início de agosto, cuja consolidação pode viabilizar o anúncio da economista Daniella Marques como vice na chapa de Flávio Bolsonaro à Presidência. A costura política, no entanto, está condicionada à resolução de disputas regionais em dois estados estratégicos.
O principal impasse para a consolidação do bloco em âmbito nacional está concentrado nos palanques de Mato Grosso e Roraima. As duas unidades da Federação são atualmente governadas pelo Republicanos.
Para viabilizar o alinhamento no cenário federal, a sigla governista nesses dois territórios exige que o PL retire candidaturas locais já postas. A cobrança envolve o recuo nas disputas estaduais para garantir apoio irrestrito aos seus próprios nomes.
Em solo mato-grossense, a exigência passa pela retirada da candidatura de Wellington Fagundes. O objetivo é unificar o apoio partidário em torno do nome de Otaviano Pivetta na disputa local.
Situação semelhante ocorre no estado de Roraima, onde a cobrança recai sobre a desistência da postulação de Arthur Henrique. Naquela região, a meta da legenda é concentrar as forças na candidatura de Soldado Sampaio.
Caso haja entendimento e consenso nas duas negociações regionais, o desfecho abrirá caminho para a confirmação da vaga restante no grupo político nacional.
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