
A Polícia Militar da Paraíba apresenta uma das menores taxas de cobertura policial por habitante do país, registrando a média de 2,5 policiais para cada 100 mil habitantes. Dados do levantamento Raio-X das Forças de Segurança Pública do Brasil 2026, produzido pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) com base em registros de 2025, indicam que o estado conta com 10.309 policiais militares na ativa. O contingente atende a apenas 54,4% da capacidade fixada pela legislação estadual, que estipula 18.935 vagas na corporação.
O déficit de pessoal faz com que cada policial militar na ativa fique responsável, em média, por cobrir uma extensão territorial de 5 km². A pesquisa revela ainda um desequilíbrio na estrutura hierárquica do órgão estadual: o número de sargentos (4.944) supera a soma total de praças na base operacional, que contabiliza 1.622 soldados e 2.127 cabos, demonstrando uma concentração elevada de servidores em funções de supervisão em detrimento do patrulhamento ostensivo.
No aspecto remuneratório, a Paraíba figura na segunda pior posição do ranking nacional de vencimentos da categoria, situando-se à frente apenas do Piauí. A remuneração média bruta de um policial militar paraibano é de R$ 7.832,83 — com média líquida de R$ 6.955,99 —, valor distante da média nacional de R$ 10.329,61. Para o cargo de soldado, o estado ocupa o terceiro menor patamar do país, com salário bruto médio de R$ 5.180,30.
O levantamento detalha a classificação das unidades federativas quanto à remuneração média bruta dos policiais militares:
Em relação ao sistema penitenciário, a Polícia Penal paraibana opera com 1.649 agentes ativos, o equivalente a 68,7% do teto legal de 2.400 cargos previstos na legislação. Na esfera municipal, o levantamento catalogou a presença de 1.551 guardas civis municipais atuando em 55 cidades do território estadual.
da Redação
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