
A remuneração bruta média da Polícia Militar na Paraíba ocupa a penúltima colocação no ranking nacional, superando apenas o Piauí. O dado faz parte do levantamento Raio-X das Forças de Segurança Pública do Brasil 2026, produzido pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) e tornado público nesta terça-feira (4).
Enquanto a média nacional da categoria alcança R$ 10.329,61, o vencimento bruto médio de um PM paraibano é de R$ 7.832,83, reduzindo-se a R$ 6.955,99 no valor líquido. No recorte específico para o cargo de soldado, o Estado figura como o terceiro pior valor do país, com ganho bruto médio de R$ 5.180,30. Procurada para se manifestar sobre os índices apurados, a Secretaria de Estado da Segurança e da Defesa Social (SSDS) não enviou posicionamento.
Veja abaixo os indicadores remuneratórios e operacionais da segurança pública estadual trazidos pela pesquisa:
Remuneração bruta média dos Policiais Militares por Estado
Paraíba registra a segunda menor média salarial do país para policiais militares, aponta estudo
A remuneração bruta média da Polícia Militar na Paraíba ocupa a penúltima colocação no ranking nacional, superando apenas o Piauí. O dado faz parte do levantamento Raio-X das Forças de Segurança Pública do Brasil 2026, produzido pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) e tornado público nesta terça-feira (4).
Enquanto a média nacional da categoria alcança R$ 10.329,61, o vencimento bruto médio de um PM paraibano é de R$ 7.832,83, reduzindo-se a R$ 6.955,99 no valor líquido. No recorte específico para o cargo de soldado, o Estado figura como o terceiro pior valor do país, com ganho bruto médio de R$ 5.180,30. Procurada para se manifestar sobre os índices apurados, a Secretaria de Estado da Segurança e da Defesa Social (SSDS) não enviou posicionamento.
Veja abaixo o ranking da remuneração bruta média dos Policiais Militares por Estado:
Além da questão salarial, o estudo aponta um grave déficit operacional na estrutura corporativa. Em 2025, a Polícia Militar da Paraíba contava com 10.309 agentes na ativa, o que representa apenas 54,4% do contingente de 18.935 vagas fixadas pela legislação estadual. Na prática, a cobertura atual gera uma proporção de 5 km² de área territorial para cada policial militar em atividade. A distribuição interna de patentes também revela um desequilíbrio na base funcional, reunindo 4.944 sargentos, 2.127 cabos e 1.622 soldados, evidenciando maior volume de profissionais em funções de supervisão do que no policiamento Ostensivo direto.
A presença feminina no efetivo militar estadual também figura entre os menores índices do país. Com 811 policiais mulheres para 9.498 homens, a participação feminina atinge 7,9% do contingente total, posicionando o Estado com a segunda menor representatividade do país, à frente apenas do Ceará (6,9%) e consideravelmente distante da média nacional de 13,3%.
O estudo detalhou ainda a situação das demais instituições de segurança pública na Paraíba. A Polícia Civil opera com 2.169 servidores ativos, número que equivale a 34,4% da capacidade prevista de 6.300 vagas estaduais, divididos entre 325 delegados, 504 escrivães e 1.340 agentes e investigadores, gerando uma taxa média de 0,5 policial civil para cada mil habitantes. No sistema prisional, a Polícia Penal conta com 1.649 profissionais, atingindo 68,7% do teto legal de 2.400 cargos. Por fim, o levantamento contabilizou 1.551 agentes integrando Guardas Civis Municipais espalhadas por 55 municípios paraibanos.
da Redação