
O ministro Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), acolheu um recurso do ex-prefeito de Cabedelo, Vitor Hugo (Avante), concedendo efeito suspensivo à sua inelegibilidade. Com a decisão liminar, a punição fica pausada até que o plenário da Corte julgue o mérito do caso.
Vitor Hugo havia sido condenado a oito anos de inelegibilidade em um processo transitado em novembro de 2025. A ação, que também cassou os mandatos de André Coutinho e Camila Hollanda, apontou irregularidades no pleito de 2024, envolvendo compra de votos e interferência de facções criminosas.
Ao analisar o pedido de urgência, o ministro considerou que a proximidade das eleições de outubro justifica a concessão do efeito suspensivo. Para o magistrado, a manutenção da sanção antes do julgamento definitivo inviabilizaria a participação do ex-gestor no processo eleitoral deste ano.
“A manutenção da inelegibilidade neste momento compromete o exercício de direitos políticos essenciais ao requerente, além de afetar o regular andamento do pleito eleitoral”, justificou Nunes Marques em seu despacho.
A medida não anula a condenação original, apenas paralisa seus efeitos práticos. O processo segue em tramitação regular no STF, que dará a palavra final sobre a manutenção ou a derrubada definitiva da inelegibilidade.
Pelas redes sociais, Vitor Hugo comemorou a liminar e confirmou que está apto a disputar o pleito de outubro. O ex-prefeito informou que deve se reunir na próxima semana com aliados políticos — citando Cícero Lucena, Mersinho Lucena e Veneziano Vital do Rêgo — para bater o martelo sobre sua candidatura.
da Redação